O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher (COMDIM) está reforçando o trabalho de divulgação dos canais de denúncias de violência doméstica contra mulheres. O reforço acontece, principalmente, nas redes sociais, tendo em vista a necessidade de se manter o isolamento social e a quarentena em razão da pandemia da Covid-19.
De acordo com a presidente do órgão, Manuelli Ramos, não é possível afirmar, ainda, se o número de casos aumentou em Campos. No entanto, os telefones para denúncias continuam disponíveis para receber chamados. Para entrar em contato com o COMDIM basta ligar para (22) 98175-0193 ou escrever para comdim2013@gmail.com. Outro canal é a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) - (22) 27381309. E, em caso de emergência, o caminho é o Disque 190.
- A orientação de ficar em casa, como medida preventiva à Covid-19, considera que o espaço doméstico é o lugar mais seguro para estarmos. Porém, muitas mulheres devem estar se perguntando o que fazer nesse momento, em que elas são vítimas de violência do próprio companheiro, muitas vezes. Por isso, o Comdim ratifica a importância de registrar os boletins de ocorrência mesmo que de forma on line, denunciar de forma oficial, para que a gente também consiga contabilizar esses números e eles sirvam como dados estatísticos, quando tudo voltar ao normal - orientou Manuelli.
Ela acrescentou que os serviços dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS) - ligados à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social (SMDHS) - que prestam atendimento a essas pessoas em Campos, bem como a DEAM, mantém os canais abertos para acolher as denúncias. “Se essas mulheres precisarem de abrigo, sozinhas ou com os filhos, elas contam com a Casa Benta Pereira”, lembrou.
Segundo a vice-presidente do COMDIM, Anne Caroline Cardoso, a Casa da Mulher Benta Pereira é um abrigo sigiloso institucional, coordenado pela Prefeitura de Campos, voltado a mulheres com medida protetiva e seus filhos. “Hoje, temos somente uma mulher no Abrigo, mas a capacidade é para até 18 pessoas”, afirmou.
De acordo com Anne, Campos dispõe de novo fluxo de atendimento à mulher vítima de violência intrafamiliar, que passou a incluir, no ano passado, a assistência aos homens agressores, por meio de um trabalho articulado com a Gerência de Saúde Mental da Secretaria Municipal de Saúde.
Os CREAS e Deam integram a assistência de alta complexidade, e a SMDHS tem parceria com a Superintendência de Justiça e Assistência Judiciária, para oferecer todo suporte jurídico. Além da rede de Proteção Social Especial, as mulheres contam com a rede de Proteção Social Básica, oferecida nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), Cursos de Inclusão Produtiva, entre outros programas e serviços.