Saúde participa de oficina sobre “Racismo e interseccionalidade e equidade no SUS”

A Secretaria Municipal de Saúde participou da oficina “Racismo e interseccionalidade e equidade no SUS”. O evento, promovido pela Comissão de Integração Ensino-Serviço da Região Norte (CIES Norte) do estado do Rio de Janeiro, aconteceu na Faculdade de Medicina de Campos (FMC), nesta quinta-feira (3). A subsecretária geral de Saúde, Cândida Barcelos, esteve presente destacando a relevância do encontro para a população negra e as comunidades quilombolas.

“Esta é a primeira oficina sobre racismo, interseccionalidade e equidade no SUS em Campos, com o propósito de capacitar nossos profissionais para um atendimento qualificado às populações rurais negras, ribeirinhas, comunidades pesqueiras, quilombolas, acampamentos e assentamentos. Além disso, por meio do Programa de Assistência aos Assentados e Quilombolas (PAAQ), o município presta um atendimento mais eficiente e humanizado a essa população que vive afastada do Centro da cidade”, pontuou a subsecretária.

A oficina foi ministrada pela coordenadora de extensão da Escola de Formação Técnica em Saúde “Enfermeira Izabel dos Santos” (ETIS) do Rio de Janeiro, Márcia Ferreira, e pela enfermeira Alzenira Rosa.

“Compreendemos a equidade como um dos pilares fundamentais do Sistema Único de Saúde, ao lado da universalidade e da integralidade, e acreditamos ser imprescindível que esse conceito seja acessível à população negra, historicamente vulnerabilizada e privada de seus direitos. Nosso objetivo é fomentar ideias e atividades que auxiliem a implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra. Esperamos contribuir positivamente, indo além da abordagem acadêmica, para estimular ações efetivas que viabilizem a concretização dessa política no município de Campos”, apontou Márcia Ferreira.

Esthefany Francisco, coordenadora do PAAQ, informou que o programa foi criado em 2010, a partir da expressiva demanda das comunidades quilombolas presentes no território. Ela reforça que a realização da oficina no município é essencial para capacitar gestores e profissionais de saúde no combate ao racismo institucional, ambiental e estrutural, permitindo o acolhimento adequado e a melhoria das práticas de atendimento à população negra.

“Por meio dessa interlocução, será possível compreender as demandas dessa população e estruturar um atendimento mais qualificado, fundamentado em práticas antirracistas e acolhedoras, visando, assim, a melhoria contínua da saúde dos nossos munícipes”, finalizou.

Por Kelly Maria (texto e foto)

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