Quatro trabalhos da Gerência de Tecnologias Educacionais da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) foram apresentados durante a 13ª edição do Congresso de Ensino, Pesquisa e Extensão (XIII Conepe). O evento foi realizado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFFluminense) campus Campos Guarus entre os dias 22 e 24 setembro, com a temática “Democratização da ciência: cuidar do presente e construir o futuro”.
Trata-se de um espaço privilegiado à divulgação dos resultados e reflexões oriundos das atividades de pesquisa e extensão entendidos na sua indissociabilidade. O evento foi aberto não apenas aos estudantes do IFF, mas também aos pesquisadores, educadores e estudantes de outras instituições do país.
O Congresso abordou diversas áreas do conhecimento como Ciências Agrárias, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Humanas, Ciências Sociais Aplicadas, Engenharias, Linguística, Letras e Artes e Multidisciplinar.
Um dos trabalhos da Seduct teve como tema: Cadernos Metodológicos de Computação: Construção Colaborativa de Materiais Didáticos como Suporte à Implementação da BNCC – Computação Na Educação Básica, apresentado por Natália Sobrinho, supervisora de Programas e Projetos da Gerência de Tecnologias Educacionais da Seduct.
Ela relatou o processo de construção colaborativa e os resultados dos Cadernos Metodológicos de Computação. Elaborados em parceria com técnicos e professores da rede para orientar a implementação da Educação Digital e Midiática desde a Educação Infantil até ao Ensino Fundamental, os materiais alinham-se às diretrizes da BNCC e da Política Nacional de Educação Digital, abordando os eixos de Pensamento Computacional, Mundo Digital e Cultura Digital por meio de atividades plugadas, desplugadas e de robótica educacional.
“Além de disponibilizados publicamente na plataforma MEC RED — alcançando grande impacto em outras redes de ensino do país —, o diagnóstico realizado nas escolas municipais demonstrou uma recepção positiva e práticas pedagógicas que estimulam o raciocínio lógico, a ludicidade e o interesse dos alunos”, disse.
O segundo projeto “Inovação Pedagógica e Cultura Digital: O Núcleo de Experimentação em Educação Digital (NEED) em Campos dos Goytacazes” foi apresentado por Luciana Maraia, coordenadora do Núcleo. “Fizemos uma análise da operacionalização do NEED, seus resultados que já alcançaram 69 unidades escolares por meio de ações imersivas com diversos profissionais da rede municipal e a difusão de materiais produzidos e o aplicativo como produto estratégico. A apresentação inseriu a proposta do Núcleo em âmbito acadêmico, consolidando suas ações”, explicou.
O trabalho intitulado “Autoria Docente e Tecnologia Educacional no Processo de Alfabetização: Desenvolvimento do aplicativo ABC Code na Rede Municipal de Educação de Campos dos Goytacazes” também foi apresentado por Luciana Maraia, que descreveu o desenvolvimento de um aplicativo criado no Espaço de Tecnologias Educacionais com foco nos níveis de escrita e fluência, de acordo com os pressupostos do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), “mostrando indicadores de elevação para a aprendizagem adequada, como parte dos resultados, difundindo uma experiência que une aprendizagem e Educação Digital no contexto da autoria docente”, informou Luciana.
O “Projeto Cidadania 21: Educação digital e Midiática para todos” também foi outro destaque. O coordenador de Desing Instrucional em Tecnologias Educacionais, Nikson Anjo, apresentou seus resultados no letramento digital e na prevenção a riscos virtuais, como cyberbullying, fake news e golpes na internet, já tendo impactado 2.274 estudantes em 18 unidades escolares municipais.
Operacionalizando marcos regulatórios nacionais, como a Política Nacional de Educação Digital (Lei 14.533/2023) e o ECA Digital (Lei 15.211/2025), a ação combina rodas de conversa com a entrega de materiais pedagógicos autorais, como o Guia de Boas Práticas no Ambiente Digital e o Guia ECA Digital nas Escolas.
“O Cidadania 21 demonstra que é possível implementar os novos marcos regulatórios com alto impacto e baixo custo. Unimos a escuta ativa dos alunos ao suporte para educadores e famílias, pois não basta apenas controlar a tecnologia: é preciso educar para a cidadania digital e para a vida”, destacou.
Por Kamilla Uhl / Fotos: Seduct – Divulgação





