O Centro de Referência e Tratamento da Mulher (CRTM), vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, promoveu nesta terça-feira (25) uma roda de conversa sobre o Agosto Dourado, mês de incentivo ao aleitamento materno, e o Agosto Lilás, campanha que lembra a luta pelo fim da violência física, moral e psicológica contra a mulher, criada pela Lei Maria da Penha. O bate-papo foi coordenado pela psicóloga Giovanna Moreira dos Santos Pessanha e pela assistente social Viviane Santana, ambas do CRTM.
A coordenadora do Centro da Mulher, Alessandra Crespo Rosa, participou da conversa. Alessandra relatou sua dificuldade em amamentar duas de suas filhas devido a restrições alimentares severas (alergias e intolerâncias) e à rotina de trabalho. “Como alternativa eu buscava criar um vínculo afetivo forte enquanto dava a mamadeira, mas lamento não ter conseguido amamentar como fiz com meu filho mais velho”, contou ela, ressaltando que percebeu diferença na saúde das filhas, que adoeceram com mais frequência do que o primogênito.
A psicóloga Giovanna Pessanha falou sobre a recomendação do Ministério da Saúde sobre a amamentação exclusiva até os seis meses de idade e complementar até os dois anos da criança, além dos benefícios para a saúde da mulher, como a redução do risco de câncer de mama e recuperação uterina, além da economia financeira. Também foram abordadas técnicas fundamentais para o sucesso da amamentação, como a posição correta e a pega adequada na aréola, além da importância da rede de apoio para a mãe durante o puerpério, fase marcada por intensas mudanças emocionais e de rotina.
Para facilitar a demonstração e a prática de posições durante a amamentação, Giovanna levou a bebê reborn Maria Alice, que considera sua neta. “A boneca é da minha filha, que já tem 14 anos. Por isso, digo que a Maria Alice é minha neta”, brincou ela.
Grávida de 5 meses, Monaliza Soares de Souza, 25 anos, disse que amamentou o primeiro filho, hoje com 4 anos de idade, até os 3 anos dele. “Foi meio dolorido, mas compensou”, afirmou ela. Mãe de três meninas já adultas, e com netos, a professora aposentada Sandra Helena de Oliveira Pereira, 67 anos, contou que, apesar das dificuldades e da jornada de trabalho, conseguiu amamentar todas elas. “A amamentação é um benefício para mãe e o bebê”, disse ela, incentivando outras mulheres a praticarem.
A assistente social do CRTM, Viviane Santana, disse que a campanha Agosto Lilás deste ano está celebrando os 20 anos da Lei Maria da Penha, completados no último dia 7. Segundo ela, a Lei Maria da Penha tipifica cinco formas de violência contra a mulher: moral (calúnia, injúria, difamação), física (agressão direta), sexual (obrigação de ato sexual), psicológica (humilhações e insultos) e patrimonial (retenção de bens, dinheiro ou documentos). “É preciso encorajar às mulheres a denunciar, mas sabemos que muitas delas enfrentam dificuldades e até acreditam em falsas promessas de mudança do agressor”, afirmou.
COMO E ONDE DENUNCIAR:
– Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (gratuito e confidencial)
– Aplicativo “Proteja Brasil”
– Delegacias Especializadas (DEAM)
– CEAM – Rua dos Goytacazes, nº 257- Centro/ (22) 98175-0180.







