A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) realizou, nessa terça-feira (1º), em Campos, o Fórum Regional Norte Fluminense, com o objetivo de discutir estratégias para o cumprimento das metas de eliminação da aids e da transmissão vertical do HIV como problemas de saúde pública até 2030. O encontro aconteceu no Centro de Doenças Infecto-Parasitárias (CDIP) e reuniu profissionais e representantes de municípios da região.
Além de Campos, participaram representantes de São Francisco de Itabapoana, Quissamã, Carapebus, São João da Barra e Macaé. A programação foi dividida em dois períodos, das 9h às 12h e das 13h às 16h, com discussões voltadas às principais dificuldades identificadas pelos municípios e à construção conjunta de estratégias para qualificar a assistência e fortalecer as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento.
De acordo com a enfermeira da Gerência de IST/Aids da SES-RJ, Raquel Ávila, a proposta do fórum é justamente aproximar os municípios para que os desafios enfrentados localmente possam ser discutidos de forma regional, com troca de experiências e busca conjunta por soluções.
“Hoje estamos aqui discutindo temas que foram trazidos pelos próprios municípios da região, para que a gente consiga solucionar as dificuldades e promover um bom atendimento às pessoas vivendo com HIV. Também estamos trazendo experiências e buscando, enquanto região, caminhos para que os municípios consigam alcançar as metas preconizadas pelo Ministério da Saúde de eliminação da aids e da transmissão vertical do HIV até 2030”, destacou Raquel.
A transmissão vertical ocorre quando uma infecção é transmitida da gestante para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação. Por isso, entre os pontos abordados durante o encontro estão o fortalecimento do diagnóstico precoce, a ampliação da testagem e a importância do acompanhamento adequado durante o pré-natal.
A coordenadora do CDIP, Hélia Vargas, ressaltou que a prevenção e o diagnóstico oportuno são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir o início rápido do tratamento quando necessário.
“O pré-natal deve ser iniciado o quanto antes, com a realização dos testes rápidos no primeiro e no terceiro trimestre. A gestante pode procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência, onde realiza o acompanhamento, ou o Centro de Referência da Mulher para fazer a testagem”, explicou.
Hélia também reforçou que a testagem rápida permite a identificação de HIV, sífilis e das hepatites B e C e que, diante de um resultado reagente, o tratamento deve ser iniciado o mais rapidamente possível.
“Quanto antes a gestante iniciar o tratamento para o HIV, melhor, porque conseguimos reduzir o risco de transmissão vertical. Por isso, é importante facilitar o acesso à testagem e garantir que a gestante seja acompanhada adequadamente durante todo o pré-natal”, acrescentou.
O fórum também funcionou como espaço de integração entre os serviços municipais e a gestão estadual, permitindo que experiências bem-sucedidas sejam compartilhadas e que dificuldades comuns sejam debatidas coletivamente. A iniciativa busca fortalecer a rede de atenção às pessoas vivendo com HIV e ampliar a capacidade dos municípios de desenvolver ações de prevenção, diagnóstico, acompanhamento e tratamento.
Reconhecimento desde 2024
Campos dos Goytacazes conquistou, em 2024, o Selo Prata de Boas Práticas Rumo à Eliminação da Transmissão Vertical do HIV, concedido pelo Ministério da Saúde. A certificação reconhece municípios que apresentam avanços na implementação de ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento de gestantes e crianças expostas ao HIV, contribuindo para a interrupção da transmissão do vírus de mãe para filho.






