“Setembro Amarelo” reforça a importância da ação coletiva e do apoio mútuo

O “Setembro Amarelo”, mês de conscientização e prevenção do suicídio, reforça a importância da ação coletiva e do apoio mútuo para lidar com essa questão de saúde pública. A diretora de Saúde Mental, Rosinea Jardim, destaca que acolhimento, escuta qualificada e encaminhamento a serviços especializados são medidas essenciais para reduzir riscos e salvar vidas. O ponto alto da campanha é na próxima segunda-feira (10), data em que é celebrado o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

A diretora aponta que o suicídio é a segunda causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos no mundo e no Brasil. “É preciso mudar essa narrativa, substituindo silêncio, estigma e julgamento por conversas mais responsáveis e acolhedoras. A campanha existe para quebrar o tabu, reduzir estigma e estimular que as pessoas peçam e ofereçam ajuda de forma adequada. Não é só um mês de conscientização, é uma porta de entrada para políticas permanentes de cuidado”, enfatizou Rosinea.

ASSISTÊNCIA – Na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS, a atuação combina capacitação de equipes para acolher pessoa em sofrimento psíquico, matriciamento entre Atenção Primária à Saúde (APS) e Centros de Atenção Psicossociais (CAPS), além de campanhas de sensibilização à população.

“Cuidar da saúde mental não se resume a uma campanha em setembro. É um compromisso diário. A prevenção ao suicídio pede atenção, pede vínculo, pede uma postura de acolhimento constante. O olhar atento da família, da escola, dos amigos pode fazer toda a diferença. Mudanças de comportamento, isolamento, afastamento, sofrimento emocional são sinais que merecem diálogo e cuidado. Mas, antes disso, que possamos conviver com a diferença, livres de preconceito e sempre com olhar humanizado com o próximo”, ressaltou a coordenadora de Saúde Mental, Gabriella Bandeira.

PROCURE AJUDA!

Em Campos, a população pode buscar ajuda profissional e de apoio no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II ou III) – atendimento especializado em saúde mental para casos mais graves e crônicos (exemplos: quadros desestabilizados esquizofrenia, depressão grave com sintomas psicóticos e transtorno do espectro autista com comorbidades neurológicas); no Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) – atendimento para menores de 18 anos com transtornos mentais; e no CAPS AD – para dependência química (álcool e drogas).

O atendimento também é prestado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) – Atendimento de casos leves a moderados de saúde mental (exemplo: ansiedade, insônia e depressão leve a moderada); nas Unidades Pré-hospitalares (UPHs) e hospitais – em situações de urgência e emergência, ou no Centro de Valorização da Vida (CVV) (188, ligação gratuita 24h) – apoio emocional em todo o Brasil.

“Nossa rede segue preparada para acolher e acompanhar pessoas em sofrimento psíquico grave. Mais do que um mês de campanha, é um compromisso com a vida, de janeiro a janeiro”, finalizou a diretora de Saúde Mental.

Por Kelly Maria / Arte: Vitor Marques

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