Professores e alunos premiados na Mostra de Ciências Univassouras recebem bolsa de apoio científico

Foto: Divulgação/Seduct

Os professores e alunos da rede municipal de ensino premiados na Mostra de Ciências Univassouras, nesta quarta-feira (7), integram o Programa Mais Ciência na Escola, da Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, e recebem ajuda financeira, por meio de bolsa de apoio científico. O objetivo é incentivar as vocações científicas, tecnológicas e de extensão, além de promover a Iniciação Científica Júnior.

Os estudantes são contemplados com a bolsa de Iniciação Científica Júnior, no valor de R$ 200,00 por mês. Este ano foram 300 bolsas concedidas. Os professores orientadores recebem bolsas de Apoio Científico e Tecnológico, da ordem de R$ 500,00 por mês. Foram 100 bolsas concedidas na edição atual. Além disso, eles recebem uma Taxa de Bancada para custeio de materiais, de R$ 1.000,00 por projeto, repassados em duas parcelas de R$ 500,00. Confira (AQUI) os alunos premiados e seus respectivos projetos:

Marcilon Bezerra da Silva, professor da Escola Municipal Maria Antônia Pessanha Trindade, em Quilombo, Dores de Macabu, foi o orientador do Projeto Centro de Memória de Práticas Corporais do Quilombo Lagoa Fea, e contou como foi a participação dos alunos.

“A preparação dos estudantes foi construída ao longo de um processo de pesquisa, com entrevistas, leituras e estudos sobre a memória da comunidade quilombola de Lagoa Fea. Conquistar o primeiro lugar na categoria Ciências Humanas amplia suas perspectivas e mostra que a escola pública também produz ciência de qualidade. Como professor, ver esses estudantes ocupando espaços científicos e tendo suas pesquisas reconhecidas fortalece meu compromisso com uma educação que transforma realidades”, relatou.

O supervisor de Projetos e Produção de Multimídia da Seduct, Igor Pacheco, orientador do projeto “History Cast: podcast e stream por estudantes para estudantes”, falou sobre a desenvoltura dos estudantes durante as apresentações.

“A Mostra de Vassouras foi mais uma experiência do nosso laboratório, em que pudemos apresentar o trabalho maker que os alunos estão envolvidos já há algum tempo. Serviu para mostrar também o protagonismo deles e a capacidade de apresentar os projetos. Em especial, o evento premiou essa capacidade deles, não só de produzir a pesquisa, o material em si, mas de expor isso de forma clara, com uma comunicação científica que a gente valoriza de um ponto de vista crítico. Os alunos, agora, vivenciarão novas etapas, como feiras de ciências e as próximas fases do próprio projeto, a partir dos objetivos definidos por nós. Temos, ainda, materiais a serem entregues em outras escolas, nas salas de recursos, nossos materiais de inclusão, além de material de audiovisual. Então, existem alguns novos passos a serem dados e eles se sentem muito estimulados depois dessa vitória, diante da premiação no evento. Como professor, fico muito contente, porque maior do que qualquer recompensa é ver a transformação desses alunos ao longo do tempo”, afirmou Igor.

Aluno de Igor, Brenno Linhares Carneiro Siqueira, do projeto HistoryCast, fez um relato emocionante. “Eu nunca esperei na minha vida estar em lugares como aquele, porque meu histórico nas escolas nunca foi bom. Por erros meus, perdi de ano e vi amigos meus passando de ano e eu ficando para trás. Mas eu não desisti e continuei indo em frente, até chegar aonde estou hoje. Tenho muito orgulho de mim mesmo, e sou muito agradecido pelo laboratório de história, pois ele me deu essas oportunidades. Entrei no laboratório tímido e sem saber o meu destino. Mas comecei a visitar escolas, dando aula no projeto “De Aluno para Aluno”, consegui ter coragem e também perdi minha timidez”, comentou.

Para ele, o laboratório foi essencial em sua vida. “Ele me mudou positivamente e me deu muitos amigos. Estou muito feliz por ter ganhado aquelas duas medalhas. Conseguimos ganhar sendo nós mesmos. Esse foi o melhor dia da minha vida. Para alguns foram apenas duas medalhas, para mim, foi a recompensa pelo esforço e a recompensa por eu não ter parado de estudar”, declarou Brenno.

Lorenna Gandra Alves, também integrante do Laboratório de História da Escola Municipal José do Patrocínio, acrescentou que foi uma experiência muito legal, principalmente por estar ao lado de pessoas de quem gosta e por poder compartilhar esse momento com os colegas.

“Nós, do Laboratório de História, passamos o mês inteiro nos preparando, pensando em cada detalhe, principalmente na apresentação do nosso projeto. Para mim, foi muito importante fazer parte disso, ir a um lugar novo, onde nunca tínhamos estado, apresentar nosso projeto e ainda conquistar esses resultados. Foi muito gratificante! Estou muito orgulhosa de mim e dos meus colegas por termos feito um bom trabalho. Espero que venham muitas outras oportunidades como essa pela frente!”, disse Lorenna.

Objetivo – O programa ajuda a promover a redução de desigualdades e a inovação, e contribui para inserir as escolas públicas na cultura da ciência, da inovação e da tecnologia digital, fortalecendo a relação entre a educação básica e as instituições de ensino superior/pesquisa. Estudantes e professores desenvolvem projetos investigativos em áreas como Ciências da Natureza, Humanas, Matemática, Linguagens, Tecnologias Digitais e Educação Especial Inclusiva, por exemplo.

Por Kamilla Uhl 

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