Notícia no detalhe
Profissionais de saúde reforçam protocolo de atendimento para casos de dengue
Encontro no Hospital Ferreira Machado reuniu especialistas e gestores para atualizar manejo clínico, analisar óbitos e fortalecer ações de prevenção no município
Profissionais da Saúde de Campos debateram, nessa quarta-feira (19), o protocolo de atendimento a pacientes com dengue. O encontro, realizado no Centro de Estudos do Hospital Ferreira Machado (HFM), reuniu coordenadores de enfermagem das unidades pré-hospitalares, médicos plantonistas pediatras e clínicos, além de diretores clínicos de hospitais públicos e privados. A iniciativa foi promovida pela Subsecretaria de Vigilância em Saúde, em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e a Fundação Municipal de Saúde (FMS).
O objetivo foi atualizar as equipes sobre o manejo clínico da doença e reforçar a importância do diagnóstico precoce, além de analisar os óbitos registrados no município para fortalecer as ações de vigilância epidemiológica e melhorar a assistência hospitalar.
Participaram do debate o infectologista e subsecretário de Vigilância em Saúde, Rodrigo da Costa Carneiro; o médico Charbell Miguel Haddad Kury, especialista em doenças infecciosas e neonatologia pediátrica; além de representantes da gerência médica do Laboratório Takeda.
Durante a apresentação, o subsecretário Rodrigo Carneiro destacou que Campos figura entre os municípios com menor letalidade por dengue no estado. Segundo ele, esse resultado é fruto da integração entre Unidades Básicas de Saúde (UBS), Unidades Pré-Hospitalares (UPHs), hospitais públicos e hospitais particulares.
“Estamos aqui para sensibilizar as equipes quanto ao diagnóstico e ao tratamento da dengue. Quanto mais cedo o paciente é atendido, menores são as chances de agravamento. A vacinação também é uma ferramenta importante na prevenção”, afirmou.
O infectologista Charbell Kury chamou atenção para os quatro sorotipos do vírus da dengue, explicando como cada um deles se comporta e impacta no quadro clínico dos pacientes.
“A dengue é causada por um vírus que possui quatro variantes, chamadas de sorotipos, e cada uma provoca respostas diferentes no organismo. O DENV-1 é o mais comum e costuma gerar grandes surtos. O DENV-2 está mais associado a casos graves e hospitalizações. O DENV-3 provoca epidemias expressivas quando reaparece após muitos anos. Já o DENV-4, embora menos frequente, pode gerar surtos explosivos quando retorna”, explicou.
O presidente da Fundação Municipal de Saúde, Arthur Borges, reforçou que o enfrentamento à dengue depende do comprometimento de todos, desde gestores até a população.
“Temos um serviço preparado para controlar a epidemia. O tratamento da dengue é simples, e a hidratação é a medida mais eficaz. Precisamos cobrar que a população faça sua parte e que os profissionais sigam rigorosamente o protocolo. É assim que mantemos a letalidade baixa, até chegarmos ao ideal, que é zerar”, destacou.
A infectologista Andreya Moreira de Souza Soares Machado ressaltou a importância da periodicidade desses debates e da integração entre as redes de saúde. “A prevenção precisa ser constante. A troca entre as secretarias, o uso adequado dos protocolos de manejo clínico e as ações de combate ao mosquito, tanto nas unidades de saúde quanto nos bairros vizinhos, são essenciais. O cuidado é coletivo”, completou.
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