A Fundação Municipal de Saúde (FMS) realizou, neste sábado (17), a prova do Segundo Concurso de Residência Médica para preenchimento das vagas no Hospital Ferreira Machado (HFM). O processo seletivo confirma a consolidação do hospital como campo de formação médica especializada e referência regional em atendimento de alta complexidade, especialmente em trauma e emergência.
De acordo com o coordenador da Comissão de Residência Médica (Coreme) do HFM, Marcos Quintanilha, o concurso mostra que o projeto de residência médica da unidade está cada vez mais fortalecido. Ele destacou que, assim como no ano passado, a procura segue alta, com candidatos vindos inclusive de outras cidades e estados.
“Esse processo se firmou. No ano passado tivemos 45 candidatos e, este ano, foram 43. Só para a ortopedia, foram 26 candidatos para duas vagas, uma média de 13 por vaga. Já para a medicina intensiva, foram 17 candidatos para três vagas. Isso mostra o quanto a prova é disputada e como o serviço do Ferreira Machado está sendo reconhecido fora da cidade”, explicou.
Segundo Quintanilha, a presença de residentes transforma o perfil da unidade, fortalecendo o hospital como instituição de ensino e elevando ainda mais a qualidade do atendimento. “Quando você passa a ser um hospital de ensino, muda o nível de cuidado. Você precisa ser mais minucioso, porque está formando alguém. Isso melhora a qualificação da assistência e a resposta final ao paciente. A tendência é que, a cada ano, com residentes mais experientes, o hospital evolua ainda mais. Daqui a alguns anos, teremos profissionais formados na própria casa, com o perfil do hospital, conhecendo a rotina, a logística e o tipo de paciente que atendemos”, destacou.
O diretor do pronto-socorro do HFM, Fábio Macedo, explicou que a prova foi elaborada levando em consideração o perfil do hospital, que é essencialmente voltado para a emergência. “As especialidades oferecidas estão diretamente ligadas ao trauma, que é a principal porta de entrada do Ferreira Machado. As questões foram pensadas em situações reais de pacientes politraumatizados, com lesões ortopédicas e casos graves que podem evoluir para a terapia intensiva”, explicou.
Fábio destacou ainda que a ortopedia e a traumatologia são, historicamente, as áreas com maior volume de atendimentos na unidade, o que justifica a importância de formar especialistas na própria região. “Já temos uma turma em formação e agora estamos selecionando a segunda. A demanda continua alta e o interesse cresce a cada ano, porque é uma especialidade com enorme necessidade na nossa região”, afirmou.
Entre os candidatos, a expectativa é de uma formação prática intensa. A médica Camille Covre, que já conhece o hospital por ter feito parte do internato no local, destacou a importância da experiência. “O HFMé referência em trauma e ortopedia, é o maior hospital fora da capital com esse perfil. O volume de atendimentos é muito grande e isso faz com que a gente ganhe muita experiência, com profissionais muito qualificados”, disse.
Já o candidato Luiz Arthur contou que buscou informações com residentes antes de se inscrever. “Ainda não atuei no HFM, mas conversei com residentes e todos falaram do volume alto de atendimentos e da grande oportunidade de aprendizado. A gente consegue adquirir muita experiência e sair muito bem formado. Acho que vai ser excelente para a minha formação profissional”, afirmou.
A prova foi composta por 80 questões objetivas, com conteúdos de Clínica Médica, Cirurgia Geral, Pediatria, Obstetrícia e Ginecologia, além de Medicina Preventiva e Social. O gabarito oficial está previsto para ser divulgado até o dia 20 de janeiro, no Diário Oficial.