O secretário municipal de Saúde, Paulo Hirano, apresentou, nesta quinta-feira (26), em audiência pública na Câmara de Vereadores de Campos, o Terceiro Relatório do Quadrimestre Anterior 2025, detalhando as ações realizadas e os recursos empregados pela pasta nos meses de setembro, outubro, novembro e dezembro. Na oportunidade, foram apresentados dados referentes a todos os setores da secretaria, como parte financeira, produção e unidades de saúde.
A audiência foi presidida pelo vereador Marcione da Farmácia. A apresentação é obrigatória, segundo dispõe a Lei Complementar Federal nº 141, de janeiro de 2012 e Portaria de Consolidação nº 001, de 28 de setembro de 2017, do Ministério da Saúde. Além dele, a sessão foi acompanhada pelos vereadores Pastor Marcos Elias; Duda de Ururaí e Juninho Jubiraca.
Na apresentação, Paulo Hirano informou que a receita de custeio no período foi de R$ 521,040.664,26, entre recursos federais, estaduais e rendimentos. No detalhamento de aplicação de recursos, o valor total de despesa foi de R$ 477.635.855,38, sendo destinado a pagamento de pessoal, encargos e outros insumos, e R$ 132.941.352,58 a contratualização.
Também foram explanadas as ações executadas pela Atenção Primária à Saúde, além de programas e departamentos da secretaria como: Hiperdia, Programa de Controle do Tabagismo, Departamento de Vigilância Sanitária (VISA), Departamento de Odontologia, Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Serviço de Assistência Domiciliar (SAD), Gerência de Saúde Mental, dentre outros.
“O município possui 44 Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), com cobertura da Estratégia Saúde da Família (ESF) em 60% da população, um aumento significativo em relação aos 6% iniciais. A maioria das unidades possui pelo menos uma equipe de saúde da família, com algumas unidades tendo duas. Apenas quatro unidades não estão totalmente adaptadas ao modelo. A atenção primária e a estratégia são prioridades da gestão, com o município seguindo as diretrizes do Ministério da Saúde e dependendo dele para a alocação de médicos da família”, informou o secretário, citando que o município conta com 69 médicos da ESF, profissionais oriundos do Mais Médicos, que também estão inseridos no Programa de Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional (PNAISP).
Hirano realçou os avanços e as grandes conquistas do governo, salientou que todas as ações da pasta são voltadas para a resolutividade. “Quero aqui falar do SOS Coração que, nesses quatro meses referentes ao quadrimestre, atendeu 74 pacientes, realizando 73 procedimentos de cateterismo e 56 angioplastias. O programa é crucial e nasceu da necessidade de atender pacientes na primeira hora do infarto, visando reduzir a alta taxa de mortalidade por doenças cardiovasculares. O programa inclui uma rede de atendimento 24 horas, e é capaz de diagnosticar e encaminhar pacientes para tratamento imediato, realizando exames rápidos e encaminhamento para hemodinâmica. O objetivo é salvar vidas, atuando rapidamente, pois cada minuto perdido em um infarto aumenta o risco de morte”, destacou.
Por fim, o secretário falou sobre a importância da vacinação, especialmente em crianças, para prevenir doenças respiratórias e outras complicações. Também abordou sobre as ações do Programa de Atenção à Saúde do Trabalhador (PAST) e do Centro de Controle de Zoonoses e a castração de animais, destacando os serviços e números relacionados a essas atividades.
“Tivemos durante o quadrimestre um total de 60.548 doses de vacinas aplicadas. Esse número abrange todas as vacinas disponíveis em nossa rede, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde. Essa cobertura é um ponto relevante. Após um período de menor adesão às vacinas pela população, com taxas de cobertura entre 60% e 50% para algumas vacinas, observamos uma melhora significativa, com a maioria das vacinas atingindo entre 80% e 90% de cobertura. Embora ainda não tenhamos alcançado a meta ideal, todas as estratégias, como as implementadas em nossas salas de vacinação, visam aumentar a cobertura vacinal, especialmente em crianças menores de um ano”, concluiu.