O segmento LGBTQIAPN+ de Campos e região ganhou um novo espaço de atendimento humanizado. O Serviço Ambulatorial de Acolhimento à População (SAAP) LGBTQIAPN+ foi reinaugurado nesta quinta-feira (19), e partir do dia 26 deste mês, começa a atender no Centro de Saúde Escola de Custodópolis (CSEC), em Guarus. O serviço é uma parceria técnica entre a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, com a Faculdade de Medicina de Campos (FMC), elevando a qualidade do atendimento.
Rodrigo Carneiro, subsecretário de Vigilância em Saúde, disse que o novo serviço une assistência à saúde e educação, proporcionando aos futuros profissionais da saúde contato direto com essa população. A iniciativa visa apresentar aos alunos de medicina, enfermagem e farmácia da FMC uma forma de abordagem e atendimento, considerando a importância de um cuidado diferenciado.
“Essa reinauguração marca um importante momento com a introdução de uma inovação significativa na qualidade do atendimento. A parceria estabelecida com a Faculdade de Medicina eleva o ambulatório a um novo patamar. A partir de agora, além da excelência do atendimento multidisciplinar já oferecido no Centro de Saúde Escola de Custodópolis, unimos a assistência à saúde à educação. Isso se traduz na formação de novos profissionais da saúde, desde o início de sua trajetória, no contato com a assistência à saúde de populações em situação de vulnerabilidade, especialmente a população LGBTQIAPN+. A Faculdade de Medicina contribui para essa transformação ao integrar a educação e a pesquisa, proporcionando uma formação de maior qualidade aos futuros médicos, farmacêuticos e enfermeiros formados na instituição”, destacou o infectologista.
O diretor do Centro de Saúde Escola de Custodópolis, médico e professor Leonardo Muniz, reiterou apontando que a reinauguração do serviço ambulatorial reforça a importância do Centro de Saúde Escola como ponto central na atenção primária e saúde coletiva, reafirmando o compromisso com atendimento humanizado e a integração entre ensino, serviço e comunidade.
“No Centro de Saúde Escola, a presença de estudantes da Faculdade de Medicina de Campos proporciona um ambiente de aprendizado multidisciplinar. Este ambulatório visa aprimorar a formação de profissionais com sensibilidade à diversidade, sendo um espaço de grande importância tanto para o desenvolvimento acadêmico quanto para a população”, ressaltou.
ATENDIMENTO HUMANIZADO – O atendimento à população LGBTQIAPN+ será feito por meio de uma equipe multidisciplinar completa. Essa equipe incluirá técnicos de enfermagem, enfermeiros, assistência farmacêutica, psicólogos, assistentes sociais, além de especialidades médicas, como psiquiatras, clínicos gerais e endocrinologistas, que prestarão suporte a terapias feminilizantes e masculinizantes. Urologistas, ginecologistas e cardiologistas, bem como outras especialidades disponíveis à população em geral, também estarão acessíveis.
“Reconhecemos a importância de ampliar o cuidado à população LGBTQIAPN+, um grupo social frequentemente marginalizado e sujeito a diversas formas de violência. A existência deste espaço de acolhimento e cuidado é especialmente significativa. Para nós, que atuamos no ambulatório há quase dois anos em parceria com o município, é gratificante celebrar esta etapa. Sinto-me aliviada, pois sei que nossos pacientes serão bem assistidos. Ao trabalharmos com educação e formação de novos profissionais, compreendemos que, com a vinda desta população, iremos aprender e garantir que os futuros profissionais estejam mais preparados para atender às suas necessidades”, comemorou Erickah Gomes, coordenadora do Serviço Ambulatorial de Acolhimento à População LGBTQIAPN+.
LGBTQIAPN+ - Inaugurado em Campos em 28 de julho de 2024, o local de referência para este atendimento, que ocorreu de forma ininterrupta por quase dois anos, estava localizado na Subsecretaria de Igualdade Racial e Desenvolvimento Humano (SIRDH), órgão vinculado à Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania.
Também participaram da solenidade de reinauguração, o vice-presidente da Fundação Benedito Pereira Nunes (FBPN), Luiz Clóvis Parente e o subsecretário de Igualdade Racial e Direitos Humanos, Gilberto Totinho.