O prefeito Wladimir Garotinho entregou à população, na manhã deste sábado (28), o novo Posto de Urgência Central (PU Central), que passa a contar com estrutura física triplicada e totalmente equipada. A unidade foi ampliada para fortalecer a Rede de Urgência e Emergência e a Atenção Primária à Saúde, além de contribuir para desafogar os atendimentos nos hospitais. Localizado na área central da cidade, o PU Central se consolida como referência no atendimento a crianças e adultos.
A inauguração contou com a presença da primeira-dama Tassiana Oliveira, do secretário municipal de Saúde, Paulo Hirano, do presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Arthur Borges, além de outras autoridades e da população. O evento também marcou o início das comemorações pelos 191 anos do município e teve abertura com a execução dos hinos Nacional e de Campos. Durante a solenidade, o padre Wallas Maciel, pároco coadjutor da Igreja Sagrado Coração de Jesus, deu a benção à unidade.
Durante a cerimônia, o prefeito destacou que, com a nova estrutura, o PU Central deixa de ser uma unidade de passagem para se tornar um espaço de acolhimento, diagnóstico e tratamento. O novo prédio conta com 18 leitos de internação de curta duração (adulto e infantil), consultórios médicos, enfermaria, isolamento respiratório, coleta de exames laboratoriais com resultados rápidos, salas de estabilização, eletrocardiograma e exames radiológicos, entre outros serviços.
“É um presente para a cidade e para os campistas no aniversário do município. Conhecido como PU da Saldanha Marinho, agora PU Central, essa é uma unidade muito tradicional. São 60 anos de existência e nunca havia passado por uma reforma. Ele não foi apenas reformado, mas ampliado, com sua estrutura física triplicada. Estou muito feliz porque sei o que isso vai representar para toda a rede. Não será apenas um local de passagem, com atendimento rápido seguido de encaminhamento ao hospital. Aqui haverá resolutividade, contribuindo, inclusive, para desafogar unidades como o Hospital Ferreira Machado, o Hospital Geral de Guarus e o Hospital São José. Com isso, quem ganha é a cidade e toda a rede de urgência e emergência”, disse Wladimir.
O prefeito também ressaltou que o município vive um processo contínuo de reestruturação da rede de saúde. “Temos um planejamento sólido, mas não é possível fazer tudo ao mesmo tempo. Estamos lidando com uma rede extensa, que ao longo dos anos acabou se desorganizando. Agora, de forma planejada, estamos reestruturando toda a rede, ampliando a cobertura da urgência e emergência e da Atenção Primária. A expectativa é concluir esse ciclo com a entrega de tudo o que foi planejado desde 2020 no plano de governo para fortalecer a saúde do município”, completou.
O secretário de Saúde, Paulo Hirano, classificou o momento como: “Mais um dos grandes avanços da saúde, principalmente pela localização do PU Central. Hoje uma estrutura completamente reformada, ampliada, com maior estrutura como um posto de urgência. Então a gente vai estar muito preparado e estruturado para entender melhor a nossa população”, disse, reforçando que o PU Central integrará as unidades que fazem parte do SOS Coração, projeto que já salvou mais 700 vidas acometidas pelo Infarto Agudo do Miocárdio (IAM).
A moradora do Parque Califórnia, Maria da Glória Honorato Viana, de 72 anos, comemorou a entrega da obra. “Mesmo durante a reforma, quando o atendimento foi transferido, fomos bem atendidos. Fico muito feliz, porque em breve poderemos utilizar esse espaço novo, não só eu, mas também meus netos. Gratidão por essa conquista”, disse.
Treinamento da equipe e transferência do atendimento
Nos próximos dias, será realizado o treinamento e a adaptação da equipe no novo espaço. Após essa etapa, os atendimentos passarão a ser realizados integralmente na nova unidade. Até lá, os serviços de urgência seguem funcionando no prédio utilizado durante o período de obras.
A gerente administrativa do PU Central, Fernanda Sales, destacou o novo momento da unidade. “Estamos muito felizes. Saímos de um espaço adaptado, com cerca de 300 m², para uma estrutura de quase 1.100 m². Agora, teremos mais capacidade para atender a população com mais dignidade e melhores condições de trabalho. Este espaço marca o início de uma nova história para a saúde de Campos”, afirmou.
A superintendente das Unidades Descentralizadas de Urgência e Emergência, Bruna Vassimon, explicou que a ampliação acompanha o crescimento da demanda e permitirá um atendimento mais completo.
“No modelo anterior, o paciente recebia o primeiro atendimento e, após estabilização ou diagnóstico, era transferido. Com o novo modelo, a unidade poderá manter o paciente por mais tempo, contribuindo para reduzir a sobrecarga nos hospitais. Além disso, a partir de agora, a criança receberá o primeiro atendimento, realizado por um pediatra, e permanecerá em observação. Em caso de necessidade de internação, será encaminhada para unidades com leitos pediátricos, como o Hospital Ferreira Machado, o Hospital Geral de Guarus e a Clínica da Criança, que oferecerão suporte”, pontuou.
O prédio que abriga o novo PU Central foi inaugurado em 5 de fevereiro de 1966 como SAMDU da Saldanha Marinho, pelo então prefeito Rockeffeller de Lima, completando 60 anos em 2026. Ao longo das décadas, a unidade passou por mudanças e foi incorporada à rede de Unidades Pré-Hospitalares (UPHs).
O presidente da Fundação Municipal de Saúde, Arthur Borges, apontou que a reforma da unidade de saúde começou em 2022. O objetivo era transformar o posto, historicamente importante, mas defasado, em uma unidade resolutiva que funcionasse em conjunto com os hospitais, oferecendo diagnóstico, tratamento e alta, sem sobrecarregar as unidades hospitalares. A nova estrutura inclui internações de curta duração, exames radiológicos e de sangue com resultados rápidos, eletrocardiograma e emergência pediátrica, serviço que não era disponibilizado há muito tempo na região central, representando um avanço significativo para toda a população.
“Esta unidade possui grande importância estratégica, localizada na área central. A população utilizou amplamente essa unidade por muitos anos. Contudo, a estrutura não era mais adequada para atender às necessidades das pessoas. A proposta era transformá-la de uma unidade pré-hospitalar para uma unidade para-hospitalar, funcionando em conjunto com os hospitais da rede de emergência. A intenção era que a unidade fosse resolutiva, capaz de diagnosticar e tratar pacientes, permitindo que eles retornassem para casa sem a necessidade de sobrecarregar os hospitais”, destacou.