Notícia no detalhe
Família e Assistência: Secretária visita clínica de reabilitação
A secretária da Família e Assistência Social, Izaura Freire, visitou nesta quarta- feira (18) os pacientes dependentes de substâncias psicoativas lícitas e ilícitas que estão recebendo acompanhamento do Serviço de Proteção Social para Pessoas com Dependência Química – Clínica de Reabilitação Geremias de Mattos Fontes, na localidade de Pedra Lisa, em Morro do Coco.
Os atendidos participam de atividades laborativas com psicólogos, assistentes sociais, palestras, dinâmicas de grupo, atividades esportivas, entre outros. A clínica tem capacidade para atender 70 pacientes. Deste total, 40 leitos são masculinos e 20 femininos, além de mais 10 para pacientes compulsórios, indicados através de medida judicial.
O órgão funciona em parceria entre as secretarias de Saúde e da Família e Assistência Social, recebendo pacientes encaminhados pelo Centro de Atenção Psico-Social Álcool e Droga Dr. Ari Viana (Caps AD) e, também, pelo Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas).
- Estamos nos adequando ao processo de organização da acolhida dos pacientes. Aqui é um lugar de lazer e tratamento. A nossa proposta é que os pacientes venham procurar recursos por livre e espontânea vontade. Os pacientes quando estão em uma fase muito crônica, precisam passar por um processo médico. Esse trabalho faz parte da assistência ao indivíduo junto à família e é fundamental que o acompanhamento familiar esteja na composição da assistência, ajudando o indivíduo na retomada da família – disse a secretária Izaura Freire.
Depoimento – “Sou apenas mais um cara que se perdeu nas drogas. Sou casado, pai de 3 filhos, tenho 31 anos e comecei a usar drogas com 14 anos. Comecei fumando maconha, ia para salões de dança com pessoas que fumavam e comecei a usar. Quando eu vi, já estava fumando direto. Esse foi o primeiro passo, depois experimentei a cocaína, cheirei uma vez e me deu aquela euforia e gostei. Sempre que tinha dinheiro ou algum "colega" que colocava pra cheirar, eu cheirava. Mais ainda não era ainda a minha droga de preferência e foi quando conheci o crack. Fumei o meu primeiro mesclado, deu aquela sensação legal, mas logo passa e você quer mais, sempre mais e nunca está satisfeito e daí pra frente tudo começou a dar errado. O vício quase destruiu toda a minha vida e graças a Deus não perdi a minha família. Eu quero sair dessa vida, estou aqui por livre e espontânea vontade”, disse um dos pacientes que manteve a sua identidade preservada.
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