Notícia no detalhe
Agricultura faz intervenções para evitar assoreamento de canais
Diversas áreas de cultivo agrícola estão alagadas na extensa Baixada Campista devido ao assoreamento de diversos canais que integram a malha hídrica de 1200 quilômetros. Todos os pontos críticos foram mapeados pelo Secretário Municipal de Agricultura, Eduardo Crespo, depois de um sobrevoo feito quinta-feira. A secretaria realiza intervenções nos pontos críticos para evitar maiores prejuízos aos produtores rurais. Máquinas removem a densa vegetação dos trechos assoreados para fazer a água escoar das áreas alagadas e limpam as moitas de vegetação alta que empurram toneladas de mato contra os pilares de pontes.
Para evitar o comprometimento das estruturas, já foram limpos, duas vezes nesta semana, os pilares da ponte do Gote, no Canal das Flechas; da ponte Pitangueiras, no Canal dos Coqueiros; e da ponte dos Nogueiras, também no Canal dos Coqueiros Nesta quarta-feira (11) uma potente máquina retroescavadeira hidráulica se posicionou sobre a ponte do Canal das Flechas e removeu toneladas de vegetação, inclusive, com arbustos e pequenas árvores que se soltaram desde sua foz na Lagoa Feia e desce com a forças das águas na direção do mar e devido ao volume de vegetação, se prendem nos pilares das pontes. Além de vedar a passagem das águas, a vegetação coloca em risco os pilares, que recebem pressão de centenas de toneladas pelo peso e força das águas.
Devido ao excesso de vegetação, a água não flui em diversos canais, a exemplo do que ocorre na Bacia do Quitingute, onde pelo menos um produtor rural está com sua propriedade 100% sob as águas que transbordaram do Canal, na localidade de Marrecas. Para dar vazão às águas retidas na região pantanosa do Quitingute, junto da comporta entre a Lagoa das Cruzes e a Lagoa do Lagamar, a secretaria realizou um bypassing. A medida emergencial visa fazer a movimentação das águas que, devido ao assoreamento, não passa e transborda.
Para evitar mais transtornos, a Agricultura entrou em contato com o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e obteve autorização para realizar intervenções pontuais nos pontos críticos, a fim de dar vazão às águas retidas por causa do excesso de vegetação e de material orgânico acumulados nos leitos dos canais, que provocam transbordamentos, como ocorre no Rio Doce, Canal Coqueiros, Canal das Flechas, todos na Baixada Campista e, também, em outras regiões do município, como o Rio da Prata, na região do Distrito de Dores de Macabu. Na sua foz, junto da Lagoa Feia, o Rio da Prata não dá passagem para as águas, bem como o Rio Ururaí, em alguns trechos e também na sua foz, junto da foz da Lagoa Feia, situação que coloca em risco a população de Ururaí.
- Como medida emergencial já realizamos intervenções, conforme entendimento com o Inea em Campos e estamos com máquinas removendo material dentro dos canais nos pontos mais críticos. Temos demandas dos pescadores da Lagoa Feia na região de Ponta Grossa dos Fidalgos, tendo em vista que há mais de seis meses, por ocasião de uma forte ventania que deslocou muita vegetação alta e lodo, o acesso dos barcos ficou fechado. Os pescadores recorrem ao Inea, que é o órgão responsável pela manutenção dos canais, mas o órgão precisa de uma draga flutuante que não está disponível na região de Campos - relatou o secretário de Agricultura, Eduardo Crespo.
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