Notícia no detalhe
Artesãs transformam matéria-prima em arte
Umas cortam, bordam ou tricotam, para outras darem o acabamento a roupas, bolsas, carteiras e acessórios. Umas modelam argila, papel ou bagaço de cana, para outras ornamentarem bijuterias, vasos, pratos e variadas peças decorativas. Umas reaproveitam materiais diversos para transformar o lixo em decoração, em luxo, em arte. Técnicas diversas para representar o dia a dia, a comunidade, a devoção religiosa: a própria história ou a história da coletividade. Cada qual com seu talento e todas, juntas, criando. São artesãs de diferentes grupos e regiões de Campos, que recentemente se associaram e passaram a desenvolver uma forma diferenciada - solidária mesmo - de produção, geração de renda e comercialização. Elas são exemplos de emancipação e sua atividade se espelha nos conceitos da economia solidária. Nesta quarta-feira (19), é comemorado o Dia do Artesão.
Até o momento, são 15 artesãs que se associaram e passaram a autogerir sua produção. O artesanato produzido está sendo comercializado na loja K com Meus Botões, que funciona no segundo piso do Parque Centro Shopping, na Avenida Pelinca. Até o final do ano passado, a Secretaria da Família e Assistência Social custeava as despesas do espaço, para os grupos do ProArte, grupos de Produção Artesanal formado por usuárias dos Centros de Referência da Assistência Social (Cras), que participavam do Programa Inclusão Produtiva. Até o momento, os produtos que estão à venda na loja são de artesãs oriundas dos Cras de Custodópolis e Jardim Carioca e dos grupos Caminho de Barro, do distrito de São Sebastião, AME, de Goitacases, e Casa da Mãe Joana (diversos bairros).
O bordado de Dona Argentina Batista da Silva, 60 anos, que aprendeu a técnica no Cras de Custodópolis, já é famoso, foi classificado em concurso estadual de bordado, apareceu em feiras famosas como a Fashion Business e foi exposto até em Paris. “Fiz outros cursos de Inclusão Produtiva no Cras, mas me descobri mesmo com o bordado. Há uns quatro anos isso vem ajudando a aumentar a minha renda, ocupando meu tempo e minha satisfação é ver alguém usando uma roupa ou uma carteira bordada por mim”, conta a senhora.
Bijuterias, porta-jóias e outras peças produzidas por Francisca de Oliveira, de 52 anos, do Cras Jardim Carioca, chama a atenção pela beleza. “Trabalho com reciclagem e reaproveito diferentes materiais. As pessoas estão gostando muito das bijuterias que faço com filtro de papel, usado para fazer café. A aparência final é de bronze e fica muito bonito. Já teve gente que comprou meus produtos para presentear pessoas que estão em Portugal e na Alemanha. Fiz os cursos no Cras e fui criando e aperfeiçoando minha técnica”, destacou.
Carla Barreto de Aguiar é do grupo de Economia Solidária Casa da Mãe Joana. “Com a loja, queremos, além da renda, ajudar as artesãs a aprender a autogestão de seus produtos. Aqui, tem várias artesãs com história em grupos de inclusão produtiva e economia solidária e temos agora essa associação, focando na criatividade e no empreendedorismo”, disse a artesã.
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