A Superintendência da Pesca e Aquicultura está trabalhando na elaboração do Planejamento Estratégico da Pesca e Aquicultura. Serão elencados estratégias, ações efetivas, doutrinamento de práticas produtivas e formato da atuação. Na lista das ações fundamentais estão, por exemplo, o diagnóstico do setor pesqueiro, o entendimento das demandas econômicas do setor, além das sociais e laborais dos pescadores artesanais e de suas comunidades tradicionais.
— A atividade em nosso município é ainda predominantemente artesanal, no caso da aquicultura, quase inexpressivo. Entendemos que temos condições de alavancar o segmento pesqueiro e aquícola aos níveis de grande desenvolvimento, como já acontece no estado de Santa Catarina, que fez evoluir a pesca artesanal para semi-industrial, criando um polo pesqueiro que movimenta mais de R$ 150 milhões. É um novo momento que se desenha para a pesca e a aquicultura em nosso município. Sigo a orientação recebida de planejar o segmento pesqueiro e aquícola para a "Campos após os Royalties" — disse José Armando Barreto, superintendente Adjunto da Pesca e Aquicultura.
O Planejamento Estratégico da Pesca e Aquicultura será levado à apreciação do prefeito Rafael Diniz. A apresentação oficial está prevista para acontecer no dia 22 de março, como parte das comemorações do Dia Mundial da Água. Por enquanto, a superintendência está cumprindo uma pré-agenda para tratar de vários assuntos. A primeira ação foi discutida em reunião com a equipe do secretário de Desenvolvimento Econômico, Victor de Aquino, quando foi tratada a retomada do projeto do Terminal Pesqueiro Público, entre outros assuntos. Nesta semana, a conversa foi com a secretária de Saúde, Fabiana Catalani, com a pauta sobre a necessidade imediata de se promover ações de prevenção, diagnóstico e tratamento das diversas doenças que atingem aos trabalhadores da pesca artesanal.
Os pescadores artesanais, marisqueiras e aquicultores estão suscetíveis a graves sequelas osteo-articular (reumatismo, artrites, hérnias de disco, etc), intoxicações por gases de motores, lesões dermatológicas (câncer, dentre outras), por conta da intensa exposição ao sol, chuva e outras intempéries. Além de doenças oftalmológicas, problemas de audição e outros problemas de saúde advindos da atividade
— Existe a necessidade de entender que é grande o número de pescadores que sofrem com problemas de câncer de pele. A parceria com a secretaria de Saúde vai permitir que os pescadores recebam o cuidado necessário. É uma classe trabalhadora que precisa e está recebendo uma maior atenção da prefeitura — conta José Roberto Pessanha, superintendente da Pesca e Aquicultura.