Notícia no detalhe
Parceria entre prefeitura e Idannf vai levar cursos para quilombolas
Por: Liliane Barreto -
Foto: Rafael Peixoto - 05/04/2017 - 09:15:19
Com o objetivo de firmar uma parceria entre a prefeitura de Campos e o Idannf (Instituto de Desenvolvimento Afro Norte Noroeste Fluminense) para garantir atividades para população quilombola do município, a secretária de Desenvolvimento Humano e Social, Sana Gimenes, se reuniu nesta terça-feira (04) com a secretária e coordenadora do Idannf, Lucimara Muniz, e equipe. A subsecretária da pasta, Elma Coelho, também, participou do encontro. Após a reunião, todos visitaram as dependências do órgão, que funciona no mesmo prédio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Campos, na Rua 13 de Maio, no Centro.
Durante a reunião, ficou agendada uma visita a um galpão na região do Imbé, no próximo dia 20, às 10h. A previsão é de que tanto na sede do Idannf como no Imbé sejam desenvolvidos cursos de informática e artesanato para jovens e mulheres quilombolas. O Idannf disponibiliza 22 computadores nestes dois locais, oferecidos pelo Ministério das Comunicações, resultado de uma parceria com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), através do Projeto Telecentro BR. “Muitos filhos destes quilombolas ficam fazendo hora na rodoviária para pegar o ônibus e, com os cursos ocupam o tempo aqui”, lembra Lucimara.
— O objetivo é formar parcerias para que possamos oferecer cursos específicos para os quilombolas, de acordo com a vocação de cada região. Além disso, também, estamos estudando uma parceria, que vai atender uma região de Guarus com atividades no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), uma praça com vários equipamentos sociais, localizada em uma área de risco social. Primeiro, vamos fazer um diagnóstico, que vai definir quais serão os cursos e atividades desenvolvidas. Vamos juntos à praça para que o Idannf conheça a estrutura e possamos fazer o plano de ação — informa a secretária, lembrando que Custodópolis, apesar de não ser reconhecido ainda, é considerado o maior quilombo do Rio de Janeiro.
A coordenadora do Idannf explica que, atualmente, o Estado do Rio de Janeiro possui 44 comunidades quilombolas reconhecidas. Em Campos, as comunidades quilombolas reconhecidas são Aleluia, Cambucá e Batatal, na região do Imbé, e 12 em fase de pesquisa.
— Essa parceria é fundamental para o desenvolvimento e sustentabilidade dessas comunidades, levando em consideração suas especificidades — destaca Lucimara.
Ela também informa que o artesanato de cada região leva em consideração a sua vocação. “Nas comunidades de Aleluia e Batatal, por exemplo, tem muita taboa, matéria-prima para confecção de bolsas e porta-guardanapos, entre outros produtos. Já, no Imbé, tem muita cabaça, muito utilizada no artesanato para fazer peças de decoração”, disse Luciana.
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