Com o objetivo de atualizar médicos e veterinários, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Campos e a Vigilância Ambiental realizaram nesta quinta-feira (6) um ciclo de palestras com o tema: Esporotricose, uma zoonoses importante para a saúde pública. O evento aconteceu no auditório da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia e atraiu dezenas de profissionais da área de saúde.
Um dos palestrantes foi o dermatologista Edilbert Pellegrini que falou sobre a doença em Campos. Segundo Pellegrini, a doença é considerada comum, tem tratamento e cura. O médico destacou que em 2016 foram registrados 15 casos da doença em humanos no município e este ano são quatro casos.
— O tratamento é feito após o diagnóstico médico e os sintomas variam de acordo com a forma de infecção — explicou.
A médica veterinária Adriana Jardim de Almeida, coordenadora do projeto de extensão da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), cujo tema é "Esporotricose em Campos: diagnóstico, controle e prevenção", abordou a doença nos animais. Ela explica que esta zoonose é mais comum em gatos.
— A Esporotricose é uma doença causada por fungo que fica no solo. Tanto o animal quanto uma pessoa que se arranhar em algum espinho de planta, por exemplo, e o fungo estiver nessa planta, a doença pode ser transmitida. Entre homem e animal, a doença também pode ser transmitida através de possíveis arranhões ou mordidas — detalha a veterinária que acrescentou ainda que o tratamento nos animais é definido pelo veterinário. Ainda segundo Adriana, o projeto de extensão da Uenf tem um ano e estuda mais de 70 gatos.
De acordo com a médica veterinária e coordenadora do setor de apreensão de pequenos animais do CCZ, Francimara Araújo, é importante que as pessoas se conscientizem de que a doença tem cura.
— Resolvemos tratar desse assunto porque há casos registrados no estado e também em Campos. O problema é que muitas pessoas acham que a doença não tem cura e acabam abandonando o animal. Isso não deve acontecer — disse.
O diretor do CCZ/Campos, Jorgeamado de Almeida, destacou a parceria com a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) e Faculdade de Medicina de Campos (FMC) para a realização deste evento.
— Desde janeiro vínhamos conversando para realizar este evento que teve por finalidade atualizar os profissionais sobre como proceder nestes casos de esporotricose que, nos últimos anos, estão surgindo com frequência — finalizou.