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Supir lança Projeto Ubuntu e realiza roda literária no 13 de maio
Para marcar a passagem dos 129 anos da abolição da escravatura, a superintendência municipal de Igualdade Racial (Supir) lançou, na tarde deste sábado (13), o "Espaço Ubuntu", no Museu Histórico de Campos, no Centro. Na oportunidade, foi realizada uma "roda literária" com participantes de diversos segmentos, mediada pelo professor de literatura e escritor campista Adriano Moura.
- O lançamento do "Espaço Ubuntu" representa, como o próprio nome diz, a abertura de mais um espaço para manifestações de variados tipos. Ele será itinerante, tratando-se de mais uma abertura para a troca e exposição de ideias, o estabelecimento do diálogo, as discussões das questões étnico-sociais e em diversos outros campos - explicou a superintendente Lúcia Talabi.
Pela Supir, além de Talabi, representaram ainda a superintendência o seu adjunto, Rogério Siqueira; a diretora de Pesquisas, Simone Pedro; o diretor de Projetos, Diogo Lima, e a diretora de povos e territórios, a geógrafa Ianani Dias.
Dirigindo-se a um público disposto em círculo com cerca de 30 pessoas das mais diversas áreas, como artistas, jornalistas e educadores, entre elas o secretário municipal de Educação, Brand Arenari, Adriano Moura realizou ampla explanação sobre as questões que envolvem a identidade negra e as dificuldades de conceituações que rondam a temática. "O que é ser afrobrasileiro? A África não é um país, mas um continente com etnias diversas. Marroquinos e egípcios não são negros, mas são africanos - observou, em um questionamento sobre a complexidade de se situar em um contexto étnico ao se admitir afro-brasileiro.
Ele destacou a dificuldade encontrada por escritores brasileiros negros ao longo do tempo para expressar suas ideias e conquistar seu espaço. "Muitos deixaram transparecer isso em suas obras. E ainda hoje existe essa restrição. Na Feira de Frankfurf, de 2013, de 70 escritores brasileiros indicados, só dois eram negros".
Após a exposição, houve longo debate e interação entre a maioria do público sobre a temática. As discussões foram intercaladas com a apresentação do grupo musical feminino K-bide, que mostrou amplo repertório autoral explorando questões de gênero e etnia, e do rapper SativaMente, que apresentou recital de poesia.
Ao final, foi feito sorteio de 10 livros de uma publicação do Instituto Federal Fluminense (IFF) que aborda a intensa campanha do extinto jornal campista 25 de Março, na segunda metade do Século XIX, pela abolição da escravidão.
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