Buscando uma solução para os resíduos de peixe acumulados em Campos, a Superintendência de Pesca e Aquicultura vem realizando reuniões com outros órgãos municipais e também de outras cidades da região. Na quarta-feira (25), o encontro contou com a presença de representantes da empresa Patense, que pode utilizar esses resíduos para fazer a farinha de peixe para a fabricação de ração. A comissão fez uma visita técnica a três locais: Mercado Municipal, Farol de São Thomé e no terminal pesqueiro de São João da Barra e cooperativa Arte Peixe, em Atafona.
— Estamos buscando uma solução ambiental a nível territorial. Essa é uma situação que atinge as cidades da região com atividade pesqueira, por isso essa articulação com outros municípios produtores para que o volume mínimo, que viabiliza a operação da empresa, seja sempre atingido — disse o superintende adjunto de Pesca e Aquicultura, José Armando Barreto, que articula as medidas juntamente com a secretaria de Desenvolvimento Ambiental, superintendência de Planejamento e Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca).
Ainda segundo José Armando, esses resíduos do manuseio e processamento do pescado não têm uma condição ambiental ideal.
— Essa é uma grande preocupação nossa principalmente na área do mercado, onde gera um grande incômodo por conta do odor, uma vez que, vai misturado para as caçambas de lixo, inclusive vai junto também de resíduos orgânicos do mercado (restos de frutas, verduras, hortaliças) que também podem ser transformados em composto orgânico, para agricultura — acrescenta o superintendente adjunto, que em São João da Barra foi recebido pelo secretário de Agricultura, Osvaldo Barreto.
Em uma avaliação inicial, após a visita técnica, ficou registrada a previsão de que pode ser retirada até 10 toneladas de resíduos de pescado somente em Campos. "É um material que, certamente, deixará de poluir o meio ambiente. A fauna acompanhante, aqueles pequenos peixes e seres marinhos, que chegam mortos junto no arrasto do camarão, que hoje descartados no mar e nos rios, poderão também ser entregues à produção de farinha de peixe, gerando uma pequena renda para os pescadores, que pode custear o gelo e até o óleo utilizado na atividade pesqueira artesanal", conta José Armando.