A praça do Flamboyant volta a ficar mais colorida a partir deste domingo (8). As artesãs da Casa de Convivência do Parque Tamandaré vão expor trabalhos personalizados na Feira Mãos da Sabedoria, de 9h às 13h, todos os domingos. A iniciativa é da superintendência dos Direitos do Idoso, que contou com apoio estrutural da Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca) e do curso de Inglês TASK.
Segundo a superintendente dos Direitos do Idoso, Heloísa Landim, a ação faz parte de uma política pública voltada para o envelhecimento ativo e saudável. “O objetivo da feira é colaborar com o aumento da geração de renda dos idosos, no complemento da aposentadoria ou pensão. No ano passado, em menos de um mês, com exposição somente aos domingos, os idosos arrecadaram em torno de R$ 3 mil”.
O diretor da Casa de Convivência do Parque Tamandaré, Oresten Junior, é só gratidão. “Ver a felicidade no olhar de cada uma das idosas é o nosso lucro maior. Nosso objetivo é tirar nossos idosos do ostracismo e trazer para a valorização. Mostrar que são capazes e fazem”, destacou.
As artesãs fizeram um workshop de flores no mês passado já no preparativo para a Feira. Como conta a coordenadora da Mãos da Sabedoria, Eliana Gomes Paes, a confecção, exposição e venda dos produtos é uma forma de empoderamento para as idosas. “Além de complementar a renda delas, promove a inclusão social. O workshop faz com que o trabalho manual ganhe profissionalismo”, aponta.
Durante o ano, serão realizados módulos de workshops por segmentos, como moda, objetos de decoração e outros. A ideia é oferecer técnicas que deem maior valor aos produtos e proporcionem uma performance diferente e com novos produtos.
As amigas Elizabeth Viana, 63 anos, Alda Soares, 75, e Creuza Maria da Rocha estão ansiosas pelo retorno do funcionamento da Feira.
— Esse governo montou uma feira espetacular para nós no Flamboyant. Lá podemos expor nossos produtos que são feitos com muito amor e carinho. O que eu vendi me deu um entusiasmo tão grande que minha vontade é vender mais e mais. Não pelo dinheiro, mas pelo que a pessoa está levando: amor e carinho que transmiti durante a confecção daquela peça — comenta Elizabeth.
Alda Soares, moradora de Donana, relata que aprender e produzir são uma satisfação.
— É uma alegria e satisfação ver e entender o que estamos aprendendo. É uma terapia ocupacional que é produtiva, porque a gente pode até mesmo dar de presente. Agora com o workshop, estamos mais preparadas ainda — explica a aposentada.
Creuza Maria da Rocha, de Nova Brasília, também faz parte do grupo e conta que a participação a ajudou contra os sintomas da depressão.
— Entrei aqui muito triste e depressiva. Mas, com o trabalho dessa equipe maravilhosa, cheia de talento, consegui me renovar. Não somos idosas, somos meninas renovadas — comemora.