Notícia no detalhe
Mediação Pedagógica promove inclusão de alunos com deficiência
O programa atende estudantes com deficiência que possuem condição de aprendizagem acadêmica. Entre os avanços obtidos com os alunos assistidos se destacam a maior permanência em sala de aula e mais autonomia.
Promover uma inclusão efetiva do aluno com deficiência em sala de aula. Este é o objetivo do programa de Mediação Pedagógica, realizada pelo departamento Multiprofissional da secretaria municipal de Educação, Cultura e Esporte (Smece). Iniciado em agosto do ano passado, o programa atua com estagiários do curso de pedagogia, que trabalham em sala de aula regular. Atualmente, são 54 estagiários, que atendem 38 unidades escolares.
— Há algum tempo temos na escola a figura do cuidador, hoje agente de apoio, para os alunos com deficiência em suas necessidades básicas de alimentação, higiene, locomoção e promoção da autonomia. Desde agosto do ano passado, incluímos os mediadores, cujo foco é pedagógico, de auxiliar na aprendizagem do conteúdo. Elas adaptam o material, de acordo com cada necessidade. Temos estagiárias que fizeram cursos de libras, de braile, tudo para poder melhor atender o estudante. Temos tido um resultado muito positivo com os nossos alunos e para as acadêmicas têm sido uma experiência única — explica Beatriz Siqueira, coordenadora de Educação Especial da Smece.
O programa atende estudantes com deficiência que possuem condição de aprendizagem acadêmica. Há deficientes visuais, auditivos e, principalmente, com Transtorno do Espectro Autista. Entre os avanços obtidos com os alunos assistidos se destacam a maior permanência em sala de aula e mais autonomia.
Maria Carolina Raposo é mediadora na Escola Municipal Castelo Branco e trabalha com uma mesma aluna há um ano e meio. Segundo ela, a evolução da estudante de 7 anos está sendo evidente. "Ela não segurava por muito tempo o lápis, a permanência em sala de aula era curta, socializava pouco com os colegas e não participava de brincadeiras ou atividades. Hoje, após utilização de muito material adaptado, ela escreve o próprio nome, monta palavras, tem mais autonomia, é participativa e carinhosa com todos e acompanha mais o conteúdo da sala regular", comenta.
Para a estagiária Carla Azevedo o aprendizado é mútuo. "Essas crianças fazem toda diferença em nossas vidas. Com eles temos o privilégio de aprendermos na mesma proporção que ensinamos. É um carinho único e verdadeiro. Cada conquista deles é uma felicidade sem tamanho para nós", relata.
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