Notícia no detalhe
Milhares de pessoas no ato "Justiça para quem produz"
Cerca de 45 mil pessoas participaram do ato público na
Praça São Salvador. A prefeita de Campos, Rosinha Garotinho, agradeceu a
presença de prefeitos e secretários, deputados, vereadores e representantes de
organizações da sociedade civil de toda a região.
“Este é um chamamento para um palanque sem cor partidária,
independente de questões pessoais, um chamamento para uma luta maior. Desde o
ano passado, quando iniciaram com a história do pré-sal, estamos indo à
Brasília, em reuniões na Câmara dos Deputados, no Senado Federal, denunciando
esta tentativa de tirar os royalties do petróleo dos municípios produtores.
Entramos com mandado de segurança, mas nos foi negada a liminar e estamos,
agora, chamando toda a sociedade para manifestações como essas, a fim de chamar
a atenção das autoridades maiores e impedir essa injustiça”, declarou a
prefeita Rosinha.
Sob o foco da imprensa da região, Rosinha Garotinho
continuou seu discurso, na primeira grande mobilização realizada em Campos pela
defesa dos royalties da campanha “Justiça para quem produz”:
- Se tirarem esses recursos de Campos, os postos de saúde
serão fechados, os hospitais, inclusive os conveniados, vão fechar; obras de
infraestrutura vão parar; a prefeitura fecha e, o dinheiro parando de circular,
quebra o comércio e o desemprego será geral. Chamamos a atenção para a população,
porque com essa redistribuição dos royalties, Campos fica com R$ 4 milhões de
recursos, quando outras cidades, como Teresina, no Piauí passando a receber R$
23 milhões, Porto Alegre, R$ 14 milhões; R$ 28,6 milhões para o Maranhão e,
para Campos, só R$ 4 milhões. Belo Horizonte, por exemplo, passa a receber R$
27 milhões, mas já recebe royalties do minério e não quer repartir esses
recursos”, destacou a prefeita.
Rosinha ainda fez um alerta: “Alerto que essa lei será
votada no Congresso e vamos perder lá, porque temos minoria. Depois, vai para o
presidente Lula, que acredito irá vetar a emenda, mas terá de voltar ao
Congresso, onde esse veto será tombado. Nossa esperança é na Justiça, em não
rasgarem a Constituição Federal, porque os royalties do petróleo não são
recursos da União, são indenizações para os municípios produtores e, por isso,
a União não pode dividir o que não é dela”, concluiu a prefeita de Campos.
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