Acontece até o próximo dia 19, o segundo módulo da Formação Continuada em Artes para Educação Infantil e Ensino Fundamental I, realizada pela secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Smece), em parceria com o Polo Arte na Escola da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf). As aulas começaram na última segunda-feira (9), na Casa de Cultura Vila Maria, e acontecem em dois ou três turnos, visando contemplar um maior número de profissionais. A primeira formação atendeu 120 professores.
A organização ficou a cargo das coordenações de Artes, Educação Infantil e Fundamental l da Smece. A formação foi ministrada pela arte-educadora e professora de suporte pedagógico Lucia Talabi e a arte-educadora e coordenadora do Polo, Danuza Rangel.
De acordo com Lucia Talabi, este segundo módulo é focado na prática das atividades a serem levadas para as salas de aula. “Na primeira formação começamos a criar uma rede de apoio com os professores, oferecendo meios de integração entre as linguagens que compõem o currículo destes segmentos, facilitando o processo de letramento e alfabetização, assim como fazendo a passagem não traumática do macromovimento, inerente a criança, para o amadurecimento psicomotor e intelectual”, ressalta.
A professora Jocely de Souza Castilho, da Escola Municipal Antônio Joaquim Codeço, que fica na localidade de Morro Grande (estrada de Lagoa de Cima), participou da primeira formação e estava ansiosa para a segunda.
- É muito bom. Tem me ajudado muito com meus alunos. Vi aqui o quanto eu mesma, como estudante, fui limitada e criei bloqueios para me desenvolver na arte. Trabalho com crianças de 4 e 5 anos, eles são muito abertos a tudo. Antes eu ficava, por exemplo, presa às cores. Dizia pra eles que precisavam prestar atenção para reproduzir as cores dos objetos. Depois da formação aqui, vi que as possibilidades deles são infinitas. Então porque a Curupira não pode ser rosa? Não podemos desencorajar a criatividade - analisou a professora do Pré II.
Danuza Rangel mostrou às professoras alguns livros de literatura infantil ilustrados com imagens “ricas”, que, segundo ela, favorecem múltiplas leituras, permitem outros ângulos de visão e contribuem para o cultivo do desenho na criança.
-Em geral os livros são ilustrados por artistas e designer gráficos, em mídia digital. As crianças olham aquelas imagens muito elaboradas e podem ser desencorajadas a desenhar, pois pra elas ‘aquelas’ são as referências de desenho. Há, por outro lado, publicações com imagens mais próximas do universo infantil, imagens mais artesanais e por isso também mais estimulantes. A imagem é a forma de comunicação mais rápida e fácil para a criança. Elas leem as imagens. Não é preciso ter pressa com a palavra, pois há muitas coisas que não está no repertório delas-, explica, frisando que uma das principais perguntas que o professor deve se fazer é “Como eu posso contribuir para ampliar o repertório do meu aluno? De visualidades, de sonoridades, de gestualidades?”
Alguns dos livros de imagens indicados foram: Meninos do Mangue, de Roger Mello; Os Diferentes, de Paula Bossio e Isso Qualquer Criança Faz, de Denise Rochael.