Notícia no detalhe
Indicadores do SUS apresentados na 6ª Conferência de Saúde
A superintendente de Controle e Avaliação da Secretaria Municipal de Saúde, Cíntia Ferrini, abriu as atividades desta sexta-feira (17) na 6ª Conferência Municipal de Saúde. Ela apresentou o Diagnóstico do Sistema Público de Saúde e os indicadores do complexo regulador do município. As palestras desse segundo dia de evento aconteceram na Faculdade de Medicina de Campos (FMC).
Segundo Cintia, houve grande redução nos encaminhamentos de pacientes para outros municípios, principalmente, em cirurgias, graças à ampliação da oferta de procedimentos hospitalares. “Em 2008, Campos mandou 4,9% dos seus munícipes para fazer esses procedimentos em outras cidades. Já no ano passado, enviamos apenas 1,7% do total”, destacou.
Ainda de acordo com Cintia, em 2008, houve 34.833 internações para procedimentos cirúrgicos, obstetrícios, clínicos, psiquiátricos e pediátricos, por exemplo, enquanto, em 2010, foram 36.458. Do total de 2010, 14% representam internações de pessoas de outros municípios que recebem atendimento em Campos.
Na comparação com os dois maiores municípios pólos do estado, Campos está próximo da capital do estado em percentual de atendimentos de pacientes de outros municípios. “Niterói recebe uma migração muito grande de São Gonçalo que tem o triplo de sua população. Campos foi o município polo que menos encaminhou pacientes para atendimento em outros municípios no ano passado”, disse a superintendente.
A palestrante destacou, ainda, que, em 2010, Campos apresentou a maior cobertura de atenção hospitalar dentre os principais municípios polos do estado, de acordo com os parâmetros de cobertura do Ministério da Saúde. “Não temos demanda reprimida de leitos de pediatria”, afirmou Cintia. Ela explicou que a Secretaria de Saúde vem buscando apoio junto à Secretaria Estadual de Saúde e ao Ministério da Saúde para diminuir o fluxo da assistência hospitalar em Campos de munícipes de outras cidades, já que uma parte significante dos gastos representa atendimento a pessoas de cidades vizinhas.
Em 2010, por exemplo, das 36.458 internações, 34.514 foram de média complexidade, sendo 3,4% do total de pessoas de São Francisco do Itabapoana e 3,4% de São João da Barra. Das 1.951 internações para procedimentos de alta complexidade, 6,9% representaram assistência a pessoas de Macaé e 4,3% a pacientes de São Francisco do Itabapoana.
- Não podemos e nem queremos deixar de atender qualquer pessoa que seja, mas os nossos munícipes não podem ser prejudicados em detrimento desse fluxo de pacientes de municípios vizinhos. Campos tem um número suficiente de leitos de UTI, de acordo como o Ministério da Saúde, mas nem sempre conseguimos atender a todos os nossos pacientes porque esses leitos estão ocupados por munícipes vizinhos – finalizou.
Evento - A Conferência prossegue até sábado (18) na FMC, e discute o primeiro componente do Pacto pela Saúde – o Pacto pela Vida. A abertura do evento aconteceu quinta-feira (16) no Teatro Municipal Trianon. A palestra de abertura ficou a cargo do coordenador de Urgência e Emergência da Secretaria de Saúde do Estado do Espírito Santo, Carlos Roberto Guerra Freitas. O especialista em Direito Sanitário, Gilberto Fonte Boa, também ministrou palestra sobre "O Conselho Municipal de Saúde e o SUS".
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