Notícia no detalhe
Saúde promove cinedebate sobre documentário “Holocausto Brasileiro”
O evento, realizado nesta quarta-feira (31), teve como mediador o coordenador de Saúde Mental do município de Magé, Nielson de Souza
Por: Redação -
Foto: Divulgação / Secretaria de Saúde - 31/05/2023 - 17:12:15
“Somos favoráveis ao cuidado em liberdade das pessoas em sofrimento psíquico. Todo sujeito é um sujeito de direito”. A afirmação foi feita pelo psicólogo Nielson Athayde de Souza, coordenador de Saúde Mental do município de Magé. A convite do Programa de Saúde Mental, da Secretaria Municipal de Saúde, Nielson veio a Campos para participar do cinedebate sobre o documentário “Holocausto Brasileiro”, que teve como base um livro-reportagem da jornalista Daniela Arbex e relata a história de Colônia, hospital psiquiátrico em Barbacena (MG), que ficou conhecido pelas atrocidades que aconteciam no interior de seus muros.
O evento encerrou o mês da Luta Antimanicomial. Voltado para profissionais de saúde, da assistência social e estudantes, o debate foi realizado nesta quarta-feira (31), no auditório da Subsecretaria de Igualdade Racial e Direitos Humanos.
Após a exibição do documentário, Nielson promoveu um diálogo sobre a Reforma Psiquiátrica do Brasil, aprovada em 2001 e que teve como marca registrada o fechamento gradual de manicômios e hospícios no país. “Os CAPs (Centros de Atenção Psicossocial) vieram substituir a lógica manicomial, onde tínhamos corpos aprisionados mesmo não sendo portadores de transtornos mentais”, explicou o psicólogo.
Ele ressaltou, ainda, que a saúde mental no Brasil está passando por uma reestruturação, após um processo de desmonte na saúde como um todo. “O dia 18 de maio, quando é celebrado o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, deve ser motivo de lembrança das lutas passadas até chegarmos aos dias atuais, onde buscamos garantir o direito de as pessoas receberem cuidado e tratamento sem que tenham que abrir mão de seu lugar de cidadãos”.
A assistente social do CAPs do Parque Guarus, Verônica de Oliveira Rocha, 41 anos, achou positiva a iniciativa do cinedebate. “Ampliando o conhecimento, podemos ajudar a sociedade a entender a importância da luta antimanicomial”, disse.
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