A aula inaugural da Escola Quilombo, “Curso de Aperfeiçoamento em Educação Escolar Quilombola: perspectivas antirracistas e práticas emancipatórias em territórios da Região dos Lagos e Norte Fluminense do Estado do Rio de Janeiro II”, vai acontecer nessa quarta-feira, às 10h, no auditório da Prefeitura de Campos. Trata-se de um curso de extensão oferecido pela Universidade Federal Fluminense (UFF), em parceria com o Ministério da Educação; Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ/Macaé); Instituto Federal Fluminense (IFF) e Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf). A execução do projeto tem apoio das Secretarias de Educação dos municípios de Búzios; Cabo Frio; Quissamã; Campos dos Goytacazes e Mangaratiba, que contam com territórios quilombolas em sua região.
O articulador pedagógico das Políticas de Educação do Campo de Campos, Marcelo Vianna, explicou que o desenvolvimento do curso vai ser feito na Escola Municipal Maria Antônia Pessanha Trindade, na localidade do Quilombo, em Lagoa Feia. De acordo com ele, o objetivo geral é impulsionar a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Quilombola e da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ), em territórios da Região dos Lagos, Norte Fluminense e Costa Verde do Estado do Rio de Janeiro.
O público-alvo são gestores e gestoras das escolas quilombolas e das escolas que recebem estudantes quilombolas; professores de escolas de Comunidades Quilombolas da Região Norte Fluminense do Estado do Rio de Janeiro e da Costa Verde; além de gestores vinculados às Secretarias de Educação dos municípios envolvidos e Lideranças quilombolas das regiões. A carga-horária é de 180 horas, distribuídas em aulas presenciais, tempo comunidade (oficinas e vivências). O curso ocorre de fevereiro a julho deste ano.
O curso tem o formato presencial, com os seguintes eixos: Territorialidades quilombolas e lutas contemporâneas; Memória, saberes e diversidade cultural quilombola; Ancestralidade, religiosidades e práticas antirracistas: a sustentabilidade ambiental e os modos de viver nos territórios; tendo com eixo transversal o tema da educação para as relações étnico-raciais e educação escolar quilombola.
“Para cada turma existe uma equipe de referência já incluídos na proposta do curso, contando com professores pesquisadores, tutores e coordenação. Cada cursista, receberá um kit com material didático que será elaborado especialmente para o Curso de Formação e aperfeiçoamento. Ao final, produziremos material didático- pedagógico que fará parte de um livro a ser publicado e disponibilizado aos participantes para utilizar como referência sobre Educação Escolar Quilombola, na região e no Estado. Cada participante receberá certificado da UFF, emitido pela Pró-Reitoria de Extensão”, explicou Marcelo.