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O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Secretaria Municipal de Saúde, ampliou o atendimento de castração para mais 10 bairros de Guarus. A Unidade Móvel (Castramóvel 2) está instalada no Centro de Educação Ambiental (CEA) Prata Tavares e as inscrições já estão abertas. O pré-agendamento deve ser feito AQUI, exclusivamente pelo site do CCZ. A iniciativa, que faz parte do Programa de Controle Populacional de Animais, visa promover a saúde e o bem-estar dos pets, evitar a reprodução desordenada e prevenir doenças, além de combater o abandono.

As novas inscrições devem atender moradores dos seguintes bairros: Parque Guarus; Parque São Matheus; Parque Santa Helena; Parque Fundão; Parque Cidade Luz; Parque Aldeia; Parque São José; Jardim Guarus; Parque Vera Cruz e Parque Lebret.

“O site exige a criação de um cadastro único. A partir de então, cada animal deverá ser registrado individualmente. Além disso, a pessoa deverá acompanhar o status de seu agendamento no site ou pelo e-mail cadastrado no sistema”, informou o coordenador do CCZ, Luciano Souza.

REQUISITOS PARA CASTRAR OS ANIMAIS

Ao levar o animal, o tutor deve apresentar comprovante de residência atualizado em seu nome, emitido nos últimos 90 dias, confirmando que reside em um dos bairros listados. Além disso, é necessário apresentar cópia e original do RG e CPF do tutor, comprovante de vacinação antirrábica do animal (aplicada há pelo menos 30 dias) e o formulário de inscrição preenchido. Desde a sua inauguração, já são 25.209 animais de pequeno porte beneficiados pela castração.

Cães e gatos devem ter entre 6 meses e 7 anos. Gatos devem pesar no mínimo 2 kg; cães entre 3,5 kg e 20 kg. Também é importante que os animais estejam em boas condições de saúde, sem pulgas ou carrapatos, e passar por uma avaliação veterinária antes da cirurgia. No dia da castração, é obrigatório jejum alimentar de 8 horas para filhotes de até 1 ano e 12 horas para adultos, além de jejum hídrico a partir das 6h da manhã.

Não é realizada castração de animais braquicefálicos, como, por exemplo, Shih Tzu, Lhasa Apso, Boxer, Pug, Pequinês, Bulldog, American Bully, Persa. Fêmeas prenhas, amamentando ou que sejam lactantes também não são castradas. Lembrando que, cães devem ser levados com guia e coleira, enquanto gatos em caixas de transporte seguras.

Por Kelly Maria / Foto: CCZ – Divulgação

Profissionais do artesanato e da gastronomia artesanal estão expondo seus produtos na Festa Cultural Tecendo Tradições, que acontece até a próxima sexta-feira (28) no Palácio da Cultura. O evento, promovido pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), celebra a cultura popular de Campos através da literatura infantil, gastronomia, artesanato, teatro, dança e contação de histórias. O evento com entrada franca acontece de 8h30 às 11h30 e de 13h30 às 16h.

Participam da festa os artesãos Maria Verônica Machado Viana (fibra de cana), Izabel Cristina Manhães de Araújo (renda de bilro), Yuki Satou (macramê), Euzi Licasalio (barro), Rosilene Cardoso Sales (doces), Simone Gonçalves (doces), Marina Sales Silva (doces) e Shirley Jardim (taboa).

Todos são inscritos no Cadastro Municipal de Artesãos, criado em 2025 pela Diretoria de Economia Solidária da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Energia e Inovação para mapear os trabalhadores do setor, identificando seus segmentos, técnicas, territórios de atuação e demandas.

A iniciativa permite ampliar o conhecimento sobre quem produz no município e subsidiar políticas de capacitação, participação em feiras e eventos, parcerias institucionais e outras oportunidades de valorização e geração de renda.

“Cada evento possui uma característica e um público específico. Neste, o mais importante é proporcionar esse contato das crianças com quem domina uma técnica e consegue mostrar que o artesanato não é apenas o produto pronto. Existe uma história, um conhecimento e uma identidade cultural envolvidos naquele fazer. É também uma oportunidade de despertar nas novas gerações o interesse pela preservação desses saberes”, destaca o diretor de Economia Solidária, Pedro Barcelos, observando que o cadastro já tem mais de 850 profissionais inscritos.

Desde que o Cadastro Municipal de Artesãos foi criado, os profissionais de artesanato e economia solidária já tiveram a oportunidade de participar de mais de 150 eventos. Além das oportunidades de participação em eventos, a Diretoria de Economia Solidária desenvolve ações de qualificação e articula parcerias para capacitação dos cadastrados. Entre os temas trabalhados estão formalização, precificação, emissão de nota fiscal, utilização das redes sociais para divulgação e comercialização, além de oficinas e atividades relacionadas ao aprimoramento da produção.

O trabalho integra uma estratégia mais ampla de fortalecimento da economia solidária no município, buscando combinar geração de trabalho e renda, qualificação, abertura de espaços de comercialização e valorização dos conhecimentos tradicionais presentes nos diferentes territórios de Campos.

O Conselho Municipal de Cultura de Campos dos Goytacazes (Comcultura), com o apoio da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), realizou nos dias 21 e 22 de agosto, no Palácio da Cultura, o I Fórum Comcultura. O encontro reuniu conselheiros, gestores públicos, artistas, produtores, pesquisadores e agentes culturais em dois dias de debates e construção coletiva sobre os rumos das políticas públicas de cultura no município.

A abertura foi conduzida pela secretária executiva do Comcultura, Cinthia Pessanha, e contou com a participação da presidente da FCJOL, Patrícia Cordeiro; da vice-presidente da Fundação, Mariana Martins; da gerente do Sistema Municipal de Cultura, Mariana Queiroz; e da presidenta do Comcultura, Ianani Dias.

Durante sua participação, a presidente da FCJOL, Patrícia Cordeiro, destacou a importância de manter um diálogo permanente com os fazedores de cultura e de construir uma gestão baseada na escuta das demandas do setor.

“Estamos assumindo esse desafio com o propósito de ouvir, repensar métodos e construir um planejamento estratégico transparente. A escuta ativa é uma diretriz fundamental do nosso trabalho, e toda a equipe da Fundação está à disposição dos fazedores de cultura. Sabemos dos desafios e dos limites que existem na administração pública, mas também sabemos que a Fundação tem um papel importante na articulação de parcerias, na abertura de caminhos e no apoio para que muitos projetos possam se tornar realidade”, afirmou Patrícia.

A presidente do Comcultura, Ianani Dias, também ressaltou a importância da mobilização coletiva e da participação da sociedade civil na realização do fórum. Segundo ela, o encontro surgiu a partir de uma necessidade compartilhada pelos diferentes segmentos culturais e foi construído de forma coletiva.

“Esse fórum nasce de uma iniciativa da sociedade civil e de uma necessidade coletiva. A proposta foi abraçada pela mesa diretora, com o empenho da nossa secretaria executiva e o suporte da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima. Nosso objetivo é criar um espaço de diálogo, escuta e construção conjunta para que possamos avançar nas políticas públicas de cultura do nosso município”, destacou Ianani.

A programação abordou temas centrais, como a implementação do Plano Municipal de Cultura, instituído pela Lei Municipal nº 9.065/2021 e com vigência até 2031. Estruturado em 83 ações, 37 metas e 25 estratégias, o plano está organizado nos eixos Produzir, Mapear, Capacitar, Gerir e Descentralizar. Os debates também apontaram a necessidade de acompanhamento das metas e de um processo público e aprofundado para a revisão periódica do documento.

Outro tema discutido foi o fortalecimento do Fundo Municipal de Cultura (Funcultura), com debates sobre alternativas para ampliar e garantir recursos destinados ao fomento cultural. Entre as propostas apresentadas estiveram a regulamentação de mecanismos já previstos na legislação, a busca por novas fontes de financiamento, o fortalecimento da economia criativa e a participação dos agentes culturais nas audiências públicas relacionadas à elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA).

No segundo dia, as discussões foram reunidas em uma Plenária Geral, conduzida por Ianani Dias e pela conselheira Gabriele Assad, representante da cadeira de Patrimônio Histórico. O formato possibilitou a participação conjunta dos diferentes segmentos culturais e resultou na elaboração de um documento de diretrizes que será apreciado pelo Pleno do Comcultura.

Entre os encaminhamentos debatidos estão a atualização da legislação que rege o Conselho Municipal de Cultura, a regulamentação dos equipamentos culturais públicos, a criação de regras mais transparentes para acesso e ocupação de teatros e centros culturais, além de propostas voltadas à salvaguarda e à transmissão de saberes tradicionais e ao fortalecimento das culturas populares e urbanas.

A aproximação entre o setor cultural e as Instituições de Ensino Superior também foi apontada como uma demanda importante, envolvendo o desenvolvimento de pesquisas sobre a cultura local, ações de extensão e a ampliação do acesso dos agentes culturais aos espaços das instituições.

Ao avaliar os dois dias de programação, o assistente do Fundo Municipal de Cultura, Anderson Cabral, destacou a importância da participação dos artistas e produtores na construção das políticas públicas para o setor.

“O fórum deixa como grande legado a reafirmação de que a sociedade civil é indispensável na formulação das políticas públicas. Os agentes culturais precisam se reconhecer plenamente como agentes de política, porque não existe política pública sem participação social. Da mesma forma, não existe fazer cultural sem a presença viva de quem está no dia a dia da produção. Esse encontro marca um ponto de partida para a retomada da construção conjunta”, afirmou Anderson Cabral.

O documento com os encaminhamentos da Plenária Final seguirá para sistematização técnica e será apresentado nas próximas sessões do Comcultura, contribuindo para a definição de diretrizes e o fortalecimento das políticas culturais no município.

O projeto “A Criança Pede”, iniciativa educativa da Guarda Civil Municipal (GCM), deu continuidade à programação de palestras preventivas nas escolas da rede pública de Campos. Nesta terça-feira (25), a ação foi realizada na Escola Municipal Ambrósio de Souza, reunindo alunos do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, além de professores e familiares. O encontro também contou com atividades em referência ao Dia do Soldado.

Coordenado e apresentado pelo guarda civil municipal Ivan de Souza, o projeto possui 22 anos de atuação junto à comunidade e leva informações e orientações a crianças e adolescentes dos ensinos Fundamental e Médio. A proposta é contribuir para a formação dos estudantes, estimulando o respeito, a convivência saudável e a prevenção de diferentes formas de violência.

Durante o encontro, os estudantes, com idades entre 7 e 11 anos, participaram de atividades voltadas à prevenção da violência no ambiente escolar e receberam orientações sobre a legislação relacionada ao bullying e às regras de convivência.

A programação também contou com a participação do advogado criminalista Lenilson Sardinha, que abordou a prevenção e o enfrentamento dos crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes. Encerrando as atividades, o psicólogo Renato Calixto conversou com os alunos sobre superação, motivação e a importância de desenvolver atitudes positivas desde a infância.

Combate à violência contra a mulher

A programação também deu continuidade à campanha “Feminicídio não é acidente”, desenvolvida desde o início do ano em escolas municipais, estaduais e particulares. A iniciativa busca conscientizar os estudantes sobre a Lei Maria da Penha e a importância do combate à violência contra a mulher.

Segundo Ivan de Souza, a abordagem é adaptada à faixa etária dos estudantes e busca estimular, desde cedo, uma cultura de respeito. “Dizemos a essas crianças, especialmente aos meninos, que eles também podem ser soldados do cuidado, ajudando a proteger e respeitar as meninas, as colegas, as mães, as professoras e todas as mulheres”, explicou.

Além da prevenção à violência, o projeto aborda temas atuais que fazem parte da rotina de crianças e adolescentes, como o uso seguro e responsável de celulares e da internet, alertando para os riscos relacionados ao mau uso das telas e das redes sociais.

O programa “A Criança Pede” amplia a presença da Guarda Civil Municipal no ambiente escolar, fortalecendo o trabalho preventivo e a parceria entre a instituição, as escolas, os estudantes e as famílias.

Enquanto se prepara para colocar em funcionamento o novo centro cirúrgico, o Hospital Ferreira Machado (HFM) segue recebendo novos investimentos em tecnologia. A unidade recebeu uma torre de vídeo endoscopia e quatro novos tubos, dois para endoscopia e dois para colonoscopia, equipamentos que irão ampliar a capacidade de atendimento, reduzir a fila de exames da rede municipal e fortalecer o diagnóstico precoce de doenças do aparelho digestivo, incluindo tumores de estômago e intestino.

Os equipamentos fazem parte do processo de modernização da rede municipal de saúde, conduzido pela gestão do prefeito Frederico Paes, e chegam para atender a uma demanda crescente do Hospital Ferreira Machado e da Secretaria Municipal de Saúde.

Segundo o médico endoscopista Amaro Augusto, os atendimentos com os novos equipamentos já começaram. “Na terça-feira, tivemos seis pacientes e hoje também estamos com mais seis atendimentos. A gente está ajustando esse fluxo para oferecer o melhor atendimento possível e, aos poucos, ampliar a quantidade de exames. Estamos nos preparando para realizar em torno de 50 exames por semana, entre endoscopias e colonoscopias, conforme a demanda e a organização dos atendimentos pelo SUS”, explicou.

O diretor clínico do HFM, Hugo Calomeni, explica que o hospital já possuía duas torres de vídeo endoscopia, mas a chegada dos novos aparelhos representa um salto na estrutura do serviço. “O hospital já contava com dois equipamentos, mas agora estamos ampliando nossa capacidade. Recebemos uma nova torre de vídeo endoscopia e quatro tubos, sendo dois para endoscopia e dois para colonoscopia e a torre será instalada no novo centro cirúrgico para procedimentos que exigem maior complexidade”, explicou.

Apesar dos exames integrarem o Programa Mais Médico Especialista, Hugo esclarece que a aquisição dos equipamentos foi realizada integralmente pela Prefeitura de Campos para atender uma necessidade da rede municipal. “Hoje existe uma demanda reprimida por esses exames e com esses equipamentos vamos aumentar a oferta de endoscopias e colonoscopias, realizar biópsias quando necessário e identificar tumores gastrointestinais o mais precocemente possível, permitindo que o paciente inicie o tratamento mais rapidamente”, destacou.

Segundo o diretor, o hospital aguardava apenas a chegada dos equipamentos para iniciar o novo fluxo de atendimento. “Os exames serão agendados pelo Núcleo Interno de Regulação, que fará os encaminhamentos conforme a fila existente. Nosso objetivo é reduzir o tempo de espera e dar vazão à demanda da Secretaria Municipal de Saúde”, finalizou.

Modernização do HFM

A chegada da nova torre de vídeo endoscopia dá continuidade ao processo de renovação do parque tecnológico do Hospital Ferreira Machado. A unidade já recebeu quatro novas mesas cirúrgicas, que já foram montadas e testadas. Uma delas substituiu um equipamento antigo do centro cirúrgico em funcionamento, enquanto as outras três irão equipar o novo centro cirúrgico, no quinto andar do hospital, cuja inauguração ocorrerá em breve. Nessa semana, a unidade também recebeu uma torre de videolaparoscopia, dois aparelhos de anestesia e um novo ultrassom, além de dois focos cirúrgicos.

Por Isabella Corrêa
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