O Hospital Ferreira Machado (HFM) já conta com o Projeto de Capelania Hospitalar – Amor (Apoio Missionário de Oração e Reflexão), iniciativa que amplia as ações de humanização da unidade e oferece apoio espiritual, acolhimento e conforto emocional a pacientes, acompanhantes e familiares durante o período de internação.
As visitas são realizadas às segundas, terças, quartas-feiras e aos sábados, das 15h às 16h. Durante este período, representantes religiosos percorrem as unidades hospitalares e se colocam à disposição de quem deseja receber assistência espiritual, por meio da escuta, de palavras de conforto, reflexão e oração.
A proposta é que a capelania seja realizada de forma ecumênica, respeitando a liberdade de crença e, principalmente, a vontade de cada paciente. Ao chegar à enfermaria, os voluntários perguntam se a pessoa deseja receber assistência religiosa ou participar de um momento de oração, sem fazer abordagem relacionada a uma religião específica.
Atualmente, o projeto conta com representantes de igrejas evangélicas e da igreja católica. Todos os voluntários passam por capacitação e assinam um Termo de Compromisso do Voluntário, seguindo as orientações e normas de funcionamento do hospital.
“A proposta da capelania é oferecer um espaço de acolhimento, escuta e respeito. O paciente é sempre consultado sobre o desejo de receber ou não essa assistência, e a abordagem é feita de maneira ecumênica, sem qualquer imposição religiosa. Muitas vezes, em um momento de fragilidade, ter alguém disposto a ouvir e oferecer uma palavra de conforto faz diferença”, destacou a coordenadora do Núcleo de Apoio à Família (NAF) e Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), Verônica Verdan.
A assistência religiosa em hospitais também é assegurada pela legislação brasileira. A Constituição Federal garante a liberdade de consciência e de crença e prevê a prestação de assistência religiosa nas instituições de internação coletiva. Já a Lei Federal nº 9.982, de 14 de julho de 2000, garante o acesso de representantes de diferentes confissões religiosas aos hospitais públicos e privados, para atendimento aos pacientes, desde que respeitada a vontade do internado e as normas de funcionamento e segurança da instituição.
“Cuidar da saúde também significa olhar para o paciente de forma integral, respeitando suas necessidades emocionais e espirituais. O Projeto Amor chega para somar às ações de humanização do HFM, levando acolhimento e conforto para quem está internado e também para seus familiares. É um trabalho que valoriza o respeito, a fé e, acima de tudo, a vontade de cada pessoa”, afirmou o superintendente do HFM, Guilherme Ribeiro.






