Esporte e inclusão: aulas de natação ajudam no desenvolvimento de crianças com deficiência

Promover a inclusão tem se tornado uma missão cada vez mais necessária nos últimos anos. Em Campos, a Prefeitura, em parceria com a Fundação Municipal de Esportes (FME), oferece gratuitamente aulas de natação para crianças com deficiência.

As atividades buscam contribuir para o desenvolvimento psicomotor das crianças, além de estimular a socialização, a autonomia e a inclusão. As aulas acontecem na piscina principal da sede da Fundação, das 12h às 14h, com horários específicos para cada grupo: às segundas e quartas-feiras, para o público em geral; e às terças e quintas-feiras, para alunos assistidos pela Associação de Pais de Pessoas Especiais (Apape).

Com o objetivo de oferecer uma prática esportiva de qualidade, incentivar hábitos saudáveis e contribuir para o desenvolvimento dos participantes, as turmas contam com cerca de 20 alunos matriculados. Na água, as crianças trabalham diferentes habilidades e encontram no esporte uma ferramenta para ampliar a confiança e a independência.

“A ideia aqui é promover a adaptação ao meio líquido, o fortalecimento dos membros superiores e inferiores, o equilíbrio e a flexibilidade. Muitas crianças chegam com medo da água, porque nunca tiveram a experiência de estar em uma piscina. Com as aulas, elas se acostumam e perdem esse medo, desenvolvendo também a autoconfiança e a independência”, explicou Taís Mota, professora da modalidade.

Segundo a professora, algumas crianças apresentam baixo tônus muscular e, com as atividades realizadas na água e o fortalecimento da musculatura, podem desenvolver habilidades que auxiliam, por exemplo, no equilíbrio e na mobilidade.

Rozymere Ramos, mãe de Raphael, de 9 anos, conta que a natação tem sido importante para o desenvolvimento do filho, além de contribuir para sua independência e autonomia.

“Vir aqui está sendo muito importante para o Raphael. Por ser hipotônico, ele acaba tendo algumas dificuldades. Além de ajudá-lo a ter mais confiança, a natação fez com que ele perdesse o medo da água, que, às vezes, fazia com que nem quisesse entrar no banho. Além de tudo isso, é também uma forma de aprender a se proteger caso caia em uma piscina, o que é extremamente importante”, declarou.

Por Heitor Castelo Branco (estagiário) / Foto: Sophya Garcia

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