Na quarta (4), teve início o ano letivo da rede municipal de ensino em Campos, com acolhimento às famílias e aos alunos, além de reuniões destinadas à aplicação da pesquisa diagnóstica que irá orientar o planejamento pedagógico para 2026. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia (Seduct) e combina recepção presencial, troca de informações com os responsáveis e levantamento inicial sobre o desenvolvimento das crianças.
Ao todo, a rede municipal é composta por 230 unidades, entre creches e escolas, e, nesta primeira jornada, as equipes priorizaram o fortalecimento dos vínculos entre família e escola. Nas creches, foram realizadas pesquisas diagnósticas, entrevistas com os pais, observações em sala de aula, atendimentos individualizados e atividades de integração, com o objetivo de facilitar a adaptação das crianças após o período de recesso. A proposta é iniciar o ano com um diagnóstico fiel das necessidades e potencialidades de cada turma.
Na Creche Escola José Eduardo Peixoto Zandonaide, a rotina do primeiro dia incluiu acolhida aos familiares, apresentação da equipe pedagógica e aplicação das fichas de atendimento individualizado. A diretora Gilcimara Silva André Carvalho destacou que a avaliação possibilita compreender melhor a realidade da criança.
“Essa pesquisa diagnóstica nos ajuda a saber quem cuida da criança, como é a sua rotina e quais mudanças ocorreram durante o período de férias, para que possamos oferecer um acolhimento mais adequado e contínuo”, disse a diretora, lembrando que a unidade também promoveu atividades lúdicas que favoreceram a observação espontânea do comportamento e das interações entre as crianças.
A pesquisa diagnóstica aplicada nas creches tem como finalidade mapear, desde o início do ano letivo, aspectos do desenvolvimento infantil, respeitando as diferentes idades e ritmos de aprendizagem.
Conforme explica a subsecretária de Ensino da Seduct, Célia Maria Ferreira, os educadores preenchem fichas a partir da observação cotidiana e das informações fornecidas pelas famílias, registrando habilidades já consolidadas, necessidades de apoio e pontos que demandam atenção especial. “Esse procedimento contribui para a construção de um diagnóstico consistente, que subsidia o trabalho pedagógico ao longo do ano”, afirma.
Entre os itens avaliados estão o convívio social e emocional, a expressão de sentimentos, o cumprimento de regras, o desenvolvimento motor, a linguagem oral, a escuta e a imaginação, além da exploração de sons, cores, formas, espaços, tempos e quantidades. O levantamento também considera aspectos da rotina da criança, como alimentação, sono, higiene, saúde e a dinâmica familiar, organizados de acordo com cada faixa etária, o que possibilita intervenções pedagógicas mais sensíveis, inclusivas e eficazes.
A subsecretária de Ensino ressaltou ainda que receber os alunos e suas famílias com a pesquisa diagnóstica é um fator positivo para a adaptação das crianças. Segundo ela, as informações compartilhadas pelos pais “permitem planejar atividades mais adequadas e iniciar uma interação efetiva entre escola e família, fortalecendo o cuidado, a acolhida e o processo de aprendizagem”. As unidades seguem mobilizando as famílias para participação nas próximas etapas, reforçando a importância desse acompanhamento ao longo do semestre.