No ritmo silencioso dos dias que constroem uma cidade, existem histórias que não aparecem em números, mas sustentam tudo o que se vê. No serviço público, trabalhar é mais do que cumprir tarefas, é deixar marcas, criar vínculos e transformar o tempo em legado.
Neste dia 1º de maio, quando é celebrado o Dia do Trabalhador, a Prefeitura volta o olhar para duas trajetórias que, embora diferentes, se encontram no mesmo propósito: servir.
De um lado, o tempo que amadurece. Cláudia Pessanha ou simplesmente Claudinha, como é chamada com carinho, carrega 43 anos de dedicação ao município. Sua história não é feita apenas de funções exercidas, mas de pessoas, encontros e memórias que atravessam gerações.
“Agradeço primeiramente a Deus e também à Dona Chica, que me acolheu dentro da Prefeitura. Uma mulher guerreira, de coração maravilhoso, por quem tenho muito orgulho de ter trabalhado ao longo dos anos”, relembra, com gratidão, ao falar de Maria Francisca Rangel Paes, mãe do atual prefeito Frederico Paes.
Ao longo das décadas, Claudinha viu a Prefeitura se transformar. Das máquinas de escrever aos computadores, dos papeis ao sistema eletrônico, o Suap. Das mudanças de setores às novas formas de trabalhar, ela acompanhou cada avanço com a mesma disposição de aprender.
Mas, para ela, o que permanece é essencial. “O que me faz permanecer são as amizades. Aqui eu construí mais do que uma carreira, construí uma segunda família”, contou ela. É esse sentimento que sustenta sua caminhada, a certeza de que o trabalho também é lugar de afeto, pertencimento e crescimento.
Do outro lado, o começo que floresce. Isadora Gillialy está há oito meses na Diretoria de Gestão, onde ingressou por meio do programa Primeira Chance. Se Claudinha carrega o tempo, Isadora representa o futuro em construção.
Movida pelo desejo de aprender, ela encontrou no serviço público um espaço de desenvolvimento. “A oportunidade de conhecer diferentes áreas e adquirir novas experiências foi o que me motivou a começar”.
Entre desafios e descobertas, Isadora constrói, dia após dia, os primeiros capítulos de sua trajetória profissional. O que poderia ser insegurança, ela transforma em impulso. “Meu maior desafio tem sido me adaptar e aprender com rapidez, mas encaro isso como uma oportunidade de crescimento”, disse. E, nesse caminho, encontra inspiração justamente em quem veio antes. “Trabalhar ao lado de pessoas com tanta experiência é muito enriquecedor. Aprendo todos os dias, seja observando ou através de conselhos”, completou.
Entre Claudinha e Isadora existe mais do que uma diferença de tempo. Existe uma ponte. De um lado, a experiência que ensina. Do outro, a juventude que aprende e renova. Juntas, representam o que há de mais essencial no serviço público: a continuidade. Porque uma cidade não se constrói apenas com obras, projetos ou tecnologia. Ela se constrói com pessoas. Pessoas que chegam, pessoas que permanecem, pessoas que fazem do trabalho um ato diário de cuidado com o outro.
Neste dia, a homenagem é para todos que, como elas, transformam rotina em dedicação e fazem do serviço público um verdadeiro compromisso com a vida das pessoas.