O município de Campos conta, atualmente, com 13 Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) sob a gestão da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano e Social (SMDHS). Juntas, essas unidades aumentaram em mais de 89% o número de atendimentos se comparados os anos de 2018 e 2016, ampliando a política de assistência social à população em vulnerabilidade social. De acordo com o secretário Marcão Gomes, em 2018 foram ofertados 99.274 atendimentos técnicos individualizados, enquanto em 2016, foram garantidos 52.345 atendimentos.
“O ano de 2017 já havia registrado uma ampliação de 43% em relação aos atendimentos ofertados no ano de 2016. Os CRAS estão distribuídos entre os territórios da Chatuba, Codin, Custodópolis, Esplanada, Goitacazes, Jardim Carioca, Jóquei, Matadouro, Morro do Coco, Parque Guarus, Penha, Travessão e Ururaí”, afirmou Marcão.
O Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), desenvolvido nos CRAS, foi um dos que mais contribuíram para essa ampliação nos atendimentos. O ano de 2018 apresentou o maior número de famílias acompanhadas por este serviço no município desde 2016: 2.254 famílias, contra 2.079 no ano de 2016. O PAIF tem caráter continuado e visa fortalecer a função protetiva, prevenir a ruptura dos vínculos familiares, promover o acesso aos direitos e o usufruto deles, contribuindo, assim, na melhoria de sua qualidade de vida.
CASO DE SUPERAÇÃO
Após ficar desempregada por dois anos, Deisemara Ferreira fez o curso de padaria na Padaria Escola da SMDHS e está colhendo os frutos da capacitação. Abriu uma cozinha industrial em sua residência para produção de salgados, investiu em propaganda, comprou uma moto zero km para fazer entregas e já está vivendo do lucro do seu próprio negócio. Além disso, empregou outras duas funcionárias, que também passaram a contar com uma renda extra.
Ela era assistida pelo CRAS da Chatuba, porta de entrada para Deise conhecer os cursos ofertados pela Secretaria e, também, adquirir o Renda Mínima para a compra de maquinário e obra prima. Trata-se de um benefício mensal no valor de um salário mínimo destinado a famílias em situação de vulnerabilidade temporária, concedido por até seis meses.
“Agradeço muito ao governo municipal por essa oportunidade. Minha vida decolou. Estou há dois anos vivendo da venda dos salgadinhos e fui muito bem tratada na Secretaria. A Padaria Escola mudou a minha vida, pois tenho uma filha de 10 anos para criar. Eu mesma faço as entregas para economizar e estou realizada”, disse Deise.
As famílias que recebem o benefício são acompanhadas por uma equipe técnica do CRAS e devem participar de algum curso profissionalizante da Gerência de Inclusão Produtiva da Secretaria, a fim de garantir a reinserção no mercado de trabalho e a autonomia financeira.