Com uma rede estruturada para atender desde casos clínicos leves até emergências de alta complexidade, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) reforça à população a importância de conhecer o perfil de cada unidade para buscar atendimento no local correto. A orientação é que compreender como funciona cada porta de entrada da rede municipal entre UPHs, Postos de Urgência, unidades pediátricas e hospitais de referência, contribui para agilizar o atendimento e evitar sobrecarga nas emergências hospitalares.
A rede conta atualmente com as UPHs de Ururaí, Travessão e Farol de São Thomé, além dos Postos de Urgência (PU) Central e Morro do Coco, que funcionam 24 horas como porta de entrada para atendimentos de urgência e emergência clínica adulta e pediátrica. Essas unidades são preparadas para receber pacientes com sintomas como febre, síndromes gripais, viroses, diarreia, vômito, crises de pressão alta, mal-estar, pequenos ferimentos, necessidade de sutura, falta de ar, desmaios e outras situações que precisem de avaliação médica imediata.
Além dos atendimentos considerados de menor complexidade, as UPHs e PUs também estão aptos a prestar os primeiros socorros em casos mais graves, realizando estabilização inicial e, quando necessário, transferência para unidades hospitalares de maior complexidade. A estrutura do PU Central, recém inaugurado, inclui observação adulta e pediátrica, medicação, hidratação, isolamento respiratório, sala de sutura, eletrocardiograma, salas de estabilização e suporte para remoção de pacientes. A FMS destaca que essas unidades devem ser a primeira opção para quem apresenta quadros agudos próximos de casa, evitando sobrecarga desnecessária nos hospitais.
A Clínica da Criança, por sua vez, é a principal referência para o atendimento pediátrico especializado, concentrando assistência voltada exclusivamente ao público infantil de até 11 anos, 11 meses e 29 dias. A unidade atende demandas específicas de crianças, oferecendo suporte direcionado para casos que necessitam de avaliação pediátrica.
Nos casos clínicos graves em adultos, o Hospital Geral de Guarus (HGG) é referência em Emergência Branca, recebendo pacientes com quadros de maior complexidade clínica, como alterações cardíacas, insuficiência respiratória, crises hipertensivas graves e outras situações que exigem suporte hospitalar mais avançado. O HGG também possui retaguarda para internações e acompanhamento intensivo.
O Hospital São José (HSJ) atua como referência para atendimentos de urgência e emergência clínica e pediátrica, com estrutura preparada para assistência contínua. Estando apto para atender casos graves com sinais de alerta que exigem atendimento imediato, como: fraqueza súbita, dificuldade para falar, dor no peito, falta de ar intensa, desmaios, convulsões e vômitos com sangue. Entre os serviços oferecidos estão o Centro de Tratamento de Feridas, a tomografia, a Unidade de Pacientes Graves (UPG), o atendimento odontológico, os exames laboratoriais e a sala de estabilização.
Já o Hospital Ferreira Machado (HFM) é a principal unidade para Emergência Vermelha, sendo referência para traumas graves, acidentes de trânsito, fraturas complexas, grandes hemorragias, ferimentos por arma de fogo ou arma branca, queimaduras graves e demais situações de risco iminente à vida.
“Entender o perfil de cada unidade é fundamental para agilizar o atendimento. Casos clínicos leves ou moderados devem ser direcionados às UPHs e PUs, atendimentos pediátricos especializados à Clínica da Criança, quadros clínicos graves ao HGG e HSJ e traumas graves ao HFM. A medida busca organizar o fluxo da rede, reduzir o tempo de espera e garantir que pacientes em situações críticas tenham acesso mais rápido às unidades de referência”, comentou o presidente da FMS, Arthur Borges.